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segunda-feira, 7 de junho de 2010

youPIX 2010 VAI DEBATER A RELAÇÃO DA INTERNET COM A NOSSA VIDA NOTURNA

Acontece essa semana no MIS o youPIX 2010. Trata-se de um evento com palestras, debates e workshops sobre o ambiente da internet e suas redes sociais. Tudo bem informal, descontraído e para todos os públicos. Achei a iniciativa bacana e pelo que li essa já é a sétima edição do evento. Duas coisas são particularmente interessantes: o debate Fuzuê: A web e a noite que vai tratar da relação que a internet estabelece com as festas e os clubes noturnos; e a sabatina com Anthony Vodkin criador do Hype Machine.


O Fuzuê parece a primeira iniciativa de discutir web e noite. A relação é clara: todo mundo que frequenta clubes noturnos ou bares busca informações em sites, blogs, etc. Informalmente, todas essas pessoas acabam divulgando e emitindo opiniões sobre tudo o que está acontecendo. E como diz aquela teoria da web: um consumidor confia muito mais em outro consumidor. Assim, quando outras pessoas recomendam positivamente a tendência é que o negócio seja um sucesso. E eu, sinceramente, sinto falta de uma cobertura da noite na internet. Uma cobertura que seja mais crítica e não apenas musical ou de moda.

Sobre o que esperar da sabatina de Anthony Vokin, eu recomendo bastante a leitura do texto “A rádio tradicional só toca as mesmas 40 músicas”, de Alexandre Matias para o caderno Link do Estadão - aliás, um enorme achado esse caderno.

domingo, 16 de maio de 2010

A INTERNET E A NOSSA VIDA NOTURNA

Se tem uma coisa que eu sempre senti falta foi da cobertura jornalistíca da vida noturna de SP. Para ser mais específico, estou me referindo aos clubes e pistas de dança. Sinto falta de ler notícias se projetos e vindas de djs estrangeiros para cá.

Tá certo que a internet veio preencher essa falta. Ainda mais agora com as redes sociais. Vc entra no Orkut, Facebook, Twitter, Youtube e logo fica sabendo mais sobre aquilo que está procurando. Mas sinto falta de mais cobertura. E acho que os clubes e bares estão perdendo tempo em não investir na internet para agregar valor a nossa vida noturna.

Veja, por exemplo, que bacana a iniciativa do D-Edge em colocar no Youtube esse vídeo com Miss Kittin:



Parabéns ao clube! E que mais iniciativas como essa apareçam.

sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

GERD LEONHARD, BRIAN ENO E O FIM DE UMA ERA


Eu falava outro dia a respeito do fascínio sobre os discos de vinil e suas capas incríveis. Só que na segunda-feira, para meu espanto, o programa Roda Vida da TV Cultura entrevistou o alemão Gerd Leonhard - ele é um dos principais pensadores sobre o comunicação, mídias digitais e o futuro desses meios.

Dentre tantas coisas interessantes, Gerd falou o seguinte: há uma tendência para que no futuro as mídias percam o seu suporte físico. Ou seja, para ouvir música você não vai precisar de um cd; para ler um história você não vai precisar de um livro; para ver TV você não vai precisar de um aparelho de TV; e assim por diante. A tendência é que tudo migre para o meio digital e que possamos acessar esses "bancos de informação" quando quisermos - ouvir música, ler livro e ver TV será por streaming.

Isso me faz lembrar uma entrevista de Brian Eno para o Observer - entrevista que foi reproduzida pelo caderno +Mais! da Folha de SP em 07/02/2010. Vou reproduzir um trecho da entrevista em que ele decreta o "fim uma era":

Fim de uma era
Creio que os discos foram apenas uma pequena bolha no tempo, e aqueles que conseguiram ganhar a vida com eles tiveram sorte. Não há motivo para que alguém tenha ganho tanto dinheiro com a venda de discos, exceto a coincidência de que aquele período era perfeito para isso. Sempre soube que a coisa acabaria, cedo ou tarde. Não havia como durar. Não me incomoda que isso aconteça, pois a era do disco foi uma anomalia.
Foi mais ou menos como se, nos anos 1840, você tivesse uma fonte de banha de baleia que podia ser usada como combustível. Antes que o gás surgisse, se você comerciasse banha de baleia, poderia ser o cara mais rico do mundo. Mas o gás surgiu, e a banha de baleia passou a encalhar. Lamento, amigo: a história continua. Música gravada é a mesma coisa que banha de baleia. Algo mais terminará por substitui-la um dia.
Foto: Jair Bertolucci (reproduzida do site tvcultura.com.br/rodaviva)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DEEPBEEP FAZ ANIVERSÁRIO


O site deepbeep completou 1 ano no último dia 23 de Abril. Para quem não conhece é um site que disponibiliza sets de DJs nacionais e internacionais. Dá pra fazer downloads ou ouvir stream no seu computador, enquanto vc trabalha, estuda, etc.

Tem set de gente muito bacana - os nossos novos, antigos e respeitadíssimos djs brasileiros. Os gringos também aparecem por lá, sempre que possível. Um set que tem causado bastante comoção é o do Marquinhos MS. Figura lendária da cena noturna da cidade de SP. Recomendo todo mundo a ouvir.

Enfim, parabéns e vida longa ao deepbeep - que tá fazendo a sua parte. Só faltou uma festinha pra comemorar, né? Alguém sabe de alguma coisa?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DJS E PRODUTORES DE DANCE MUSIC


Há tempos atrás eu fiz um especial aqui no Fugas Imaginárias sobre produtores/djs de dance music. O nome era TOP 10 - PRODUTORES DE DANCE MUSIC. Escolhi dez produtores/djs que, naquela época, eram considerados a nata da dance music. Os que ficaram de fora acabaram na menção honrosa - era a época em que eles estavam começando.

A lista incluía:

1. James Murphy;
2. Joakim;
3. Ellen Allien;
4. Lindstrom;
5. Alter Ego;
6. Headman/Manhead;
7. Erol Alkan;
8. Optimo;
9. Tomboy;
10. Tiga.

Menção Honrosa:

I. Ricardo Villalobos;
II. Prins Thomas.

Passado todo esse tempo, continuo achando que eles ainda são o meu Top 10. Acho que tiraria Alter Ego e Tomboy. Eles estão sumidos, não lançam mais nada. O Tiga também está bem quieto. E o Optimo vai acabar, acho que vão se dedicar aos projetos paralelos.

Quem sabe não faça uma versão 2.0 desse especial.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Confundindo o mercado


Estou acompanhando na internet o burburinho em torno do novo disco (como chamar?) do LCD Soundsystem - This is Happening. Por enquanto me parece uma chuva de opiniões em torno das respostas "gostei / não gostei". Mas o que pensar? Estou achando que a internet realmente só serve para confundir o mercado.

Por enquanto conclui o seguinte:

O vazamento do disco para o mundo foi imediato. Num instante todo mundo já estava baixando e comentando. Detalhe: o disco nem foi lançado oficialmente ainda. Se você não baixou o disco ainda, você está definitivamente por fora - "perdeu, playboy".

Parece que aquela ideia de dar um furo jornalístico, de ser o primeiro a ter acesso a informação e de ser o único a ter uma crítica está perdendo força. Cada vez mais, todo mundo é o primeiro - pelo menos na indústria musical.

As redes sociais (blog, orkut, facebook, twitter, etc) mostram como a recepção das pessoas é muito mais variado do que a gente pode imaginar. Quem quiser ter algum algum parâmetro baseado nessas opiniões vai ficar maluco. Melhor é você baixar o disco e concluir sozinho.

Tanta "circulação" vai fazer o disco parecer velho dentro de um mês - no máximo!

Bem apocalípcto: pode ser que finalmente a gente esteja chegando bem perto daquele momento em que "a música pop vai comer a si mesma" - como previu Jeremy J. Beadle.

O que o futuro nos reserva: bandas novas? Músicas novas? Cada semana um sucesso diferente? Para chegar onde? Será mesmo que estamos diante de uma revolução no comportamento? Será que a história está acontecendo bem a nossa frente? Respostas que só no futuro a gente vai saber.

Ainda não baixei o disco. Só ouvi o single "Drunk Girls". Eu gostei do que ouvi.

Olha quem está de volta...

Uma boa notícia para aqueles que estavam morrendo de saudades: o Casmurros voltou! Agora o intuito não é ser somente um clube do livro, mas um blog sobre livros. Ainda tá no começo, esquentando as turbinas. Espero que em breve muitas novidades possam aparecer por lá. Enfim, tá no blogger, no twitter e em tudo quanto é lugar.

Quem quiser colaborar, sinta-se à vontade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sumido?

Pessoal, sei que não atualizo esse blog faz tempo. É que ando bastante ocupado com as coisas da vida - só pra variar um pouquinho! Mas prometo que vou fazer o possível para dar uma animada nesse espaço. Por favor, fiquem comigo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Rita Disco Lee

Diz que Rita Lee foi sampleada numa faixa da dupla CANYONS. No meio da música a gente pode ouvir um trecho de "Mania de Você" - canção da fase solo de Rita Lee. Ouvi no youtube e achei bem bacana. Mais legal ainda que as pessoas estejam descobrindo isso através do sucesso dos MUTANTES.


Ah! O Canyons é da Inglaterra, mas estão de namoro com a DFA. Até lançaram alguns releases pelo selo. Eles são apontados como os novos queridinhos dessa cena new-disco.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Olhando para o passado com o pé no presente...


E não é que o BECK tá aprontando mais uma boa novidade? Depois de lançar o super disco MODERN GUILT, ele agora vai atacar de covers. Diz que o projeto dele se chama RECORD CLUB. Beck chama uma turma de convidados (tão brilhantes quanto ele) para gravar covers de um disco inteiro. Tudo num único dia, sem ensaios e sem preparação - na lei do vamos ver o que vai dar.

O primeiro disco escolhido foi Velvet Underground & Nico. E adivinhem? Tem participação da própria Nico cantando "Sunday Morning". Tá no site dele http://beck.com/ Ah! As faixas serão todas postadas no site, ao longo do projeto.

Achei a iniciativa bem interessante e to super curioso para ver o resultado final. Mais ainda pra saber onde ele vai chegar com isso. Imagina quanto experimento ele não vai ter na mão? E depois, me ocorreu aquela ideia de que cada vez mais a gente tá retornando em busca de repertórios mais antigos. Acho que isso anda acontecendo para buscar algo mais orgânico, artesanal e menos padronizado. E sem pretensão de ganhar dinheiro e virar superstar.

É só um pensamento que me ocorreu. Afinal, vivemos tempos meio conturbados em que nada é definitivo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Filme pra lá de bacana - Apenas o Fim

Achei um filme bem bonito: "Apenas o Fim". É de um diretor estreante, Matheus Souza. Ele é carioca e estuda cinema na PUC-RJ. Em posse de um roteiro muito legal na mão, ele conseguiu, com ajudinhas aqui e ali, realizar o filme. Acho que ele e toda a turma está de parabéns. Apesar de ser focado num universo dos 20 anos, o filme consegue tocar em questões profundas que afligem qualquer idade: o amor, o passado, o futuro, o mundo que nos cerca, etc. Teve um momento que me lembrou Fellini. Fora todas as outras referências ao cinema e a cultura pop brasileira. Super recomendo pra todo mundo - sobretudo para a molecada, porque o filme com certeza vai promover alguma reflexão neles. Corre! Não sei se fica muito tempo em cartaz.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mutantes, Rita Lee e a revolução dos anos 70

Peguei esse vídeo no youtube do arquivo Trama/Radiola com os MUTANTES. Acho que hoje em dia todo mundo já conhece essa banda, mas se você não conhece eu te conto rapidamente: foi uma banda formada pelos irmãos Baptista e a garota Rita Lee Jones. Eles tocavam basicamente rock experimental, bem avançado para a época. Foi uma banda bastante importante e seminal. Voltaram a falar dela agora no final dos anos 90 por causa de uma compilação que saiu na Inglaterra, etc.

Mas coloquei esse vídeo aqui por que acho muito interessante as falas desse apresentador. Vejam o vídeo e prestem atenção no que ele fala sobre os jovens, a família e tal. É bastante datado e acho que a gente ainda não chegou nessa previsão.

E Rita Lee está linda!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Como é que se escreve um blogue?

Ontem, estava lendo uma entrevista de um professor de jornalismo. Ele falava sobre internet, crítica e os fenômenos da comunicação nesse meio. Achei bastante interessante quando ele diz que os blogues já sofrem o problema de todas as outras mídias: a audiência. Ele vai mais além quando diz que os blogueiros, na verdade, sonham em escrever para algum grande portal.

É triste admitir que isso seja uma grande verdade. E qual é o problema de tudo isso? Em busca de audiência, os blogues acabam seguindo as grandes mídias ao invés de criar uma voz de contraponto a tudo isso. Os blogues, em tese, deveriam ser uma voz alternativa (não gosto muito das associações que esse termo carrega, por isso, leiam diferenciada) entre todos os meios de comunicação. É verdade que a internet possibilitou a manifestação de opiniões e ideias de todas as pessoas do mundo. Com o nascimento dos blogues, qualquer um poderia manifestar uma opinião, divulgar suas ideias, etc. Mas, infelizmente esse processo não caminhou para um lado diferente. Cada dia mais os blogues e a internet sofrem uma pasteurização de ideias, um encurtamento da memória e do pensamento. Além disso, os blogues estão ligados aos grandes portais da internet, de uma maneira ou de outra.

As mesmas ideias fazem eco no que os grandes jornalistas veem dizendo. Que a internet não é e nem pode ser um fim em si mesmo. Ou seja, não podemos ter a internet como única fonte de pesquisas. As verdadeiras fontes ainda são reais: livros, jornais, revistas, professores, pessoas, etc. Uma ideia plantada na internet tem a tendência de se proliferar e ser copiada ao infinito. A internet é o tempo dos fatos, ela registra fatos e não gera reflexões. Ela deve servir somente como ponto de apoio e quem sabe de partida, nunca como ponto de chegada.

Por isso, fico pensando, como seria um blogue bom de verdade e qual seria a maneira mais interessante de blogar?

*gosto da maneira portuguesa de dizer "blogue" com "ue" no final.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fiquem de olho também


Outra pessoa em quem temos de ficar de olho: Thiago Pethit. O rapaz lançou um EP chamado "Em Outro Lugar" que é bem bonito e que chamou atenção de muita gente da mídia especializada. Passeando pelo universo folk, as canções são bastante elaboradas tanto em termos sonoros quanto em termos de letras. Thiago parece que não está preocupado com o sucesso e faz tudo bem devagar e cuidado. Acho essa característica importante nos dias de hoje. Nada de pressa.

A imagem é do single que ele está lançando: Fuga nº 01.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

LIVROS, SIM!


Ontem foi Dia Mundial do Livro! Data importante para algumas reflexões sobre a leitura e o consumo de livros no Brasil.

Não sei dizer ao certo qual é o problema do mercado editorial (falando em termos de livro) em nosso país. Para termos um mercado forte precisamos de quatro coisas: leitores, autores, editores e livrarias - to simplificando bastante.

Leitores no Brasil, a gente sabe que definitivamente não há muitos. É muito ruim admitir isso, mas é verdade. Veja, por exemplo, o número de leitores de jornal e revista? É bem pequeno em comparação com o tamanho da nossa população. Depois temos um sério problema de educação: as escolas não são suficientes, os alunos ter uma formação inadequada, o desinteresse por ensino é grande, etc. Como consequência, ler é uma coisa bem chata. Tem também o problema com a formação dos professores e tantos outros: o aluno não sabe o sentido da leitura - "tem de ler para ser alguém na vida" -, muitas vezes ele se vê obrigado a ler, não compreende o que está lendo, não sabe interpretar, etc. Tudo isso acaba criando uma base bem grande para das apenas uma explicação ao problema da leitura.

Autores nós temos. E temos aos montes. Ainda mais agora com a internet, o fenômeno dos blogs, o aquecimento da economia e a pequena melhora na educação. Tudo isso, impulsiona as pessoas a escreverem e produzirem. No entanto, existe um paradoxo: temos muitos autores, mas não temos tantos bons autores quanto gostaríamos.

De editores, acho que não é necessário dizer que também temos. Nem todos são bons, mas os bons existem e abastecem o mercado de maneira justa. Como nós não estamos vivendo esse mercado de perto, não dá pra dizer o que impossibilita o aparecimento de edições com "papel jornal" e capas não tão bem acabadas. Acho que esse tipo de edição não vende muito, não atrai o consumidor. Os poucos leitores brasileiros não estão acostumados com isso. Mas as editoras não produzem nada assim. Alguém sabe dizer porque?

Livrarias: antes elas eram familiares (assim como muitas editoras ainda são!) e agora são megas, hipers, masters. As livrarias de bairros estão sumindo. Precisa a economia melhorar para a moda de livrarias de bairro voltar. As livrarias fazem o possível para dar descontos, mas a decisão final sobre o custo não está nas mãos delas. O que elas podem fazer é abrir o negócio, dar descontos, fazer promoções e colocar funcionários qualificados para atender. Nisso, alguns sebos saem ganhando. A atenção que a gente recebe nos sebos é bastante superior a das livrarias. Os funcionários ajudam, conversam e quase sempre conseguem aquele livro raro que você tanto procura. Pena que no quesito preço: o que é raro saí bem mais caro do que em qualquer lugar - mas isso é lei universal, não só no Brasil.

Bom, conclusão final: aqui os livros são muito caros - me disseram que são os mais caros do mundo. Qualquer edição não sai por menos de R$ 30,00. Existem promoções nas editoras, nas livrarias, nos sites, mas mesmo com os descontos o preço final ainda é alto. Existe um círculo vicioso que não consegue ser quebrado. E de cada lado é uma batalha dura. Mas timidamente, com o aquecimento da economia, o negócio melhorou um pouco e acredito que deve melhorar. Só que ainda muito timidamente. Uma pena!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Twitter é uma onda!


Depois das "cellphone novels" japonesas - espécie de micronovelas escritas através do celular, por torpedo SMS - agora é a vez dos livros escritos através do twitter. Para quem ainda não está por dentro é assim: o twitter é uma espécie de microblog, nele você diz o que você está fazendo em até 140 caracteres. Você também pode dizer outras coisas, não apenas isso. Daí, as pessoas podem seguir você e te acompanhar 24 horas do dia. Ou você pode acompanhar o que as pessoas fazem 24 horas por dia.

O twitter também abre espaço para conversas, discussões, etc. Tudo de maneira bem micro. Acho que isso acaba sendo a encarnação daquela máxima - "post longo em blog ninguém lê". Então, a relação é como no twitter tudo vem micro, todo mundo lê. Creio eu que sim.

Bom, um sujeito que tem um twitter acabou fazendo tantas postagens que o negócio virou quase um livro. E não é que ele publicou! Só saiu nos Estados Unidos, acho que nunca alguém importou o negócio pra cá. Parece que é meio grande. Não sei como é o conteúdo, a linguagem, a trama, o enredo e tal. Mas imagino que deve ser bem pessoal e deve seguir essa linguagem da internet.

Acho difícil a onda pegar aqui no Brasil. A gente mal lê um livro por ano. E como disse um amigo meu "temos mais 'escritores' do que leitores". O mercado não absorve. Independente disso, o twitter até que é uma coisa interessante - quando bem usado.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Recado

É o seguinte, estou participando de um clube do livro. Bacana, né? É um clube do livro virtual em que todas as pessoas interessadas podem participar. A gente vai ler um livro por mês e vai postar algumas ideias. Quem quiser pode ler junto com a gente e comentar também. Mais ainda: a gente abriu uma votação em que você pode ajudar a escolher o próximo livro que vamos ler.

Tudo tá só no começo deve acontecer muito mais coisa. Participe com a gente, o link tá aí do lado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

In Rainbows - De novo


Mais uma vez o assunto: In Rainbows. É que essa semana eu estou fazendo uma retrospectiva do Radiohead, só que resolvi começar pelo fim. Tá certo, todo mundo já sabe que In Rainbows é um disco importante pelo fato de ter quebrado os paradigmas do lançamento e da distribuição de um disco. Ele estava lá para download, quem quisesse ia até o site, pagava quanto quisesse e baixava o disco.


Queria falar aqui, o quanto isso reflete na obra do Radiohead em si. É engraçado como Tom York usa e abusa de sons eletrônicos. Eles estão presentes em todos os momentos do disco. As guitarras estão presentes, mas nem parecem ser as estrelas principais. É que numa banda de rock guitarra é fundamental. Nesse disco as canções nõ soam tão pops, elas são mais duras, mais trabalhadas. Não se compara ao experimentalismo dos discos anteriores e também não se parece com a fase "rock" do começo. Deve ser isso, o Radiohead está abrindo um novo ciclo. Só não dá pra dizer onde ele vai dar.


O disco é bom, muito bom e vale a pena ser ouvido com atenção especial. Lembre-se, o Radiohead é uma das bandas mais relevantes que estão por aí.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Explicação

Desculpem! Não estou de férias e também não estou viajando. É que ainda estou com problemas no meu computador - quando achei que tudo estava resolvido... por conta disso, não tenho conseguido escrever nada aqui. E pior que tem um monte de coisas rolando. Pena! Tudo perdido.

De qualquer forma, espero que as coisas sejam resolvidas em breve. Assim, volto a postar normalmente todos os dias e mostro um pouco de tudo o que está acontecendo. Mas, vem comigo que no caminho eu te explico.