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domingo, 2 de maio de 2010

VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO

Prometem para a próxima semana a estréia do filme Viajo poque preciso, volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Vi o trailer no cinema esse final de semana e li críticas muitos boas nos jornais, revistas, blogs, etc. Tem um trechinho aqui.

Eu admiro bastante o trabalho do Karim Aïnouz desde que assisti Madame Satã e O Céu de Suely. Pelo que vi dessa vez o trabalho em dupla parece ser bem mais experimental e introspectivo. Na minha humilde opinião é um dos cineastas mais importantes que temos aqui no Brasil. Ele deixa a argentina bem para trás.


fotos: divulgação

quarta-feira, 28 de abril de 2010

II CONGRESSO DE JORNALISMO CULTURAL


De 3 a 6 de Maio acontece o II Congresso de Jornalismo Cultural - promovido e organizado pela revista CULT. Ótima oportunidade para os interessados na área se atualizarem ou se aperfeiçoarem. Particularmente, fiquei interessado pelos temas de literatura - sobretudo porque Clarice Lispector será a autora homenageada - e mídias digitais.

O ano passado consegui acompanhar um pouco da cobertura feita pela internet. Mas nada substitui a experiência de estar presente no Congresso.

*foto: reprodução

domingo, 25 de abril de 2010

JOSÉ RAMOS TINHORÃO +MAIS!

O caderno +mais! da Folha de SP de hoje tem dois textos do jornalista Luiz Fernando Vianna a respeito de José Ramos Tinhorão. Ele está lançando dois novos livros e, ao mesmo tempo, estão lançando sua biografia. Gostei bastante do que li e recomendo a leitura a todo mundo que é minimamente interessado em música popular brasileira.

Quem não comprou o jornal, pode ler os textos pela internet - desde que sejam assinantes do UOL ou da Folha de SP. O primeiro texto se chama "Voz dissonante" e o segundo "Tinhorão em perspectiva".
Vou transcrever dois trechos que achei de extrema importância:

"A figura do artista como conhecemos, romântica, vai acabar. O engenheiro de som vai ser mais importante do que o artista. Hoje, fabrica-se som, em breve não será preciso tocar nenhum instrumento. Quando vem uma dessas bandas tocar aqui, a imprensa exalta as toneladas de equipamento que elas trazem. Hoje, a música popular se julga por toneladas".
Muita gente não presta atenção nisso, mas o engenheiro de som é a principal figura da música popular contemporânea. Ele é responsável por tornar o disco o que ele é. E Tinhorão tem razão quando diz isso. Evidentemente esse comentário tem um tom crítico. De qualquer forma ele emula um pensamento bastante corrente no mundo da dance music.

"Hoje, existem críticos de discos, que escrevem na base do "gostei" e "não gostei" e procuram agradar a sua corriola".
Outra afirmação bastante interessante, daquelas para colocarem a gente pra pensar.
*capa: reprodução

quinta-feira, 22 de abril de 2010

NOSTALGIA DA MODERNIDADE - DISCOS DE JAZZ

O MP3 acabou com uma das coisas mais legais: a possibilidade de você estar numa loja de discos e topar com a capa genial de um vinil. Daquelas que despertam em você vontade de ter aquilo, não importa o seu conteúdo. E assim a gente ia descobrindo coisas novas, umas boas e outras nem tanto.

De uma outra maneira, os cds continuaram com essa "tradição" de fazer belas capas. Só que o espaço é infinitamente menor e não atrai chama tanto a nossa atenção. Imagino que os cds ainda continuam a fazer capas apesar da pouca valorização. Só que nada do que eu vi até hoje, em matéria de capas de cds, pode ser comparado aos vinis.

Não tenho nenhum tipo de ressentimento quanto ao MP3, muito pelo contrário. Não quero praguejar e muito menos parecer passadista. Mas me parece impossível olhar para aquelas capas antigas e não sentir absolutamente nada. Nenhuma comoção. Nenhuma saudade.


Para esses amantes, a editora TASCHEN lançou um livro bem bonito sobre o tema - Jazz Covers. Não tenho certeza se o livro é novo ou mais antigo. São capas de vinis de Jazz dos anos 40 até o começo dos anos 90 - quanto o vinil já estava em declínio. O mais interessante é que cada capa acompanha informações sobre o nome do disco, diretor de arte, fotógrafo, ilustrador, ano, gravadora e muito mais. Tem entrevistas com pessoas que fizeram parte dessa história. Um trabalho primoroso do autor e editor do livro, respectivamente Joaquim Paulo e Julius Wiedemann. Uma curiosidade: Joaquim é um colecionador de vinil que mora em Portugal, está sempre vindo ao Brasil fazer pesquisas musicais; e Julius é brasileiro.

foto: divulgação

segunda-feira, 19 de abril de 2010

EDIÇÃO DA VOODOOHOP FECHADA NO SÁBADO

O acontecimento deve (ou pelo menos deveria) causar uma discussão em torno da coisas que estão acontecendo na noite de SP. Não estou acompanhando tudo de perto. Vi manifestações no facebook e no twitter.

Notícia na Folha de SP - http://tinyurl.com/y7nctrs

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mostra Internacional de Cinema



Atenção! No mês que vem teremos a 33ª Mostra Internacional de Cinema de SP. Daí já viu, né? Aquela correria para comprar ingressos, filas imensas, sessões matinais, sessões noturnas e todo mundo querendo ver o mesmo filme que vc. Li por aí que a mostra vem mais enxuta, mas não menos interessante. Já temos o filme de abertura, prováveis apresentações e cartaz dos Gêmeos.

Lembro que quando a Mostra começou, ela disputava espaço com o Free Jazz Festival - que depois virou o TIM Festival. Agora a Mostra reina sozinha. O que não deixa de ser uma grande pena por um lado.

*imagem de divulgação e não é o cartaz da Mostra.

domingo, 6 de setembro de 2009

A Cidade


São Paulo é realmente uma cidade que a gente deve observar bem. Temos diversos problemas sociais, políticos e urbanísticos. Paralelo a isso, a gente vai levando a vida do jeito que dá. Em meio a alegria e a tristeza, a cidade oferece coisas boas. Vai ver essa contradição é alguma marca da cidade, sei lá.

Aqui dá pra aproveitar bem a noite: comendo, bebendo e dançando. Dá pra ir ao cinema ver bons filmes a qualquer momento. Tem parque - menos do que a gente gostaria. Tem vida cultural bacana: livrarias, museus, galerias, etc. Só que tem políticos desinteressados com a cidade. Muito carro, muito barulho, muita sujeira, muita poluição. Daí, quando vc pensa que vão investir em transporte público, melhorar a paisagem, etc. os caras vão construir mais ruas, avenidas, alargar marginais. Aí que tristeza!

O Rio de Janeiro ganhou uma eleição que a considerou como uma das cidades mais felizes do mundo. Os cariocas, assim como nós, também sofrem de problemas políticos e sociais. Só que lá tem tudo aquilo que realmente deixa a gente feliz: sol, praia, mar, natureza e carnaval. Que delícia!

Tem uma propaganda política na TV falando de como será nossa vida no futuro se corrigirmos esses problemas todos. Parece mesmo coisa só de comercial.

Recomendo a leitura do texto da Maria Rita Kelh no +Mais de hoje. Sobre a nossa culpa e tristeza diária.

sábado, 1 de agosto de 2009

Nova SERROTE

Saiu a nova edição da revista SERROTE - parece que dessa vez é dedicado as artes plásticas. Porém, os textos giram em torno de diversos assuntos de natureza humanística. Já comprei meu exemplar e dei uma olhada por alto. Depois conto mais sobre o que li. Olha a capa:


terça-feira, 30 de junho de 2009

As reflexões paralelas a FLIP

Amanhã começa a 7ª edição da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. Cada ano que passa o evento tem se tornado mais interessante e atraído atenção de pessoas no mundo todo. Esse ano teremos gente como Alex Ross, Gay Talese, António Lobo Antunes, Chico Buarque, Cristovão Tezza, entre tantos outros. A conferência de abertura com Davi Arrigucci Jr. falando sobre Manuel Bandeira, o homenageado dessa edição, parece imperdível.

Bacana também é saber que a cobertura do evento também está em destaque. Jornais, revistas e agora blogues, youtube e twitters vão engrossar o coro de comentários, impressões e tudo o mais.

Agora, tenho de comentar uma coisa: lendo o blogue de Flávio Moura achei bastante pertinente questões que ele coloca sobre a FLIP. De alguma maneira essas questões fazem eco a algo que tenho falado também por aqui, sobre o mercado editorial, sobre os livros e sobre a literatura no Brasil. Faço questão de reproduzir aqui, um trecho que ele escreveu e que merece ser lido por todo mundo:


"Por que, afinal, tanta gente se abala até Paraty para ouvir escritores e intelectuais? Num país em que a tiragem média de um livro é 3 mil exemplares, o que leva quase 20 mil pessoas a pegar a estrada e assistir a leituras e palestras que em outro contexto poderiam estar vazias? Qual a especificidade de um evento capaz de unificar motivações tão diversas quanto as de escritores, banqueiros e artistas de tevê?"

Por favor, vamos pensar nessas questões e começar a discutir mais seriamente esses assuntos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Amar ou Odiar?



Tão acompanhando o Festival de Cannes? Eu to lendo as coisas pelos jornais e um pouco pela internet. Tão dizendo que esse festival vem cheio de grandes nomes do cinema e tal. Até o momento, o que mais me chamou atenção foi esse burburinho em torno do novo filme do Lars Von Trier. Eu gosto dele. Não vou dizer aqui que ele é o melhor diretor do mundo - até porque ele mesmo já disse isso. Mas acho que ele sabe das coisas e monta filmes interessantes.

To morrendo de vontade de ver esse novo (olhem o trailler!). Pode ser que eu deteste, mas que eu quero ver... ah! eu quero.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Como é que se escreve um blogue?

Ontem, estava lendo uma entrevista de um professor de jornalismo. Ele falava sobre internet, crítica e os fenômenos da comunicação nesse meio. Achei bastante interessante quando ele diz que os blogues já sofrem o problema de todas as outras mídias: a audiência. Ele vai mais além quando diz que os blogueiros, na verdade, sonham em escrever para algum grande portal.

É triste admitir que isso seja uma grande verdade. E qual é o problema de tudo isso? Em busca de audiência, os blogues acabam seguindo as grandes mídias ao invés de criar uma voz de contraponto a tudo isso. Os blogues, em tese, deveriam ser uma voz alternativa (não gosto muito das associações que esse termo carrega, por isso, leiam diferenciada) entre todos os meios de comunicação. É verdade que a internet possibilitou a manifestação de opiniões e ideias de todas as pessoas do mundo. Com o nascimento dos blogues, qualquer um poderia manifestar uma opinião, divulgar suas ideias, etc. Mas, infelizmente esse processo não caminhou para um lado diferente. Cada dia mais os blogues e a internet sofrem uma pasteurização de ideias, um encurtamento da memória e do pensamento. Além disso, os blogues estão ligados aos grandes portais da internet, de uma maneira ou de outra.

As mesmas ideias fazem eco no que os grandes jornalistas veem dizendo. Que a internet não é e nem pode ser um fim em si mesmo. Ou seja, não podemos ter a internet como única fonte de pesquisas. As verdadeiras fontes ainda são reais: livros, jornais, revistas, professores, pessoas, etc. Uma ideia plantada na internet tem a tendência de se proliferar e ser copiada ao infinito. A internet é o tempo dos fatos, ela registra fatos e não gera reflexões. Ela deve servir somente como ponto de apoio e quem sabe de partida, nunca como ponto de chegada.

Por isso, fico pensando, como seria um blogue bom de verdade e qual seria a maneira mais interessante de blogar?

*gosto da maneira portuguesa de dizer "blogue" com "ue" no final.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Como salvar a literatura?

Recomendo a leitura do artigo publicado por Jorge Coli ontem no caderno "+mais!" da Folha de SP. O artigo se chama "Inteligência e afeto" e está disponível no site para assinantes do portal UOL ou do jornal Folha de SP.

Para quem não leu, faço aqui o resumo: Jorge Coli falava do livro "A Literatura em Perigo" de Tzvetan Todorov e das muitas ideias que ele carrega. No meio acadêmico, cada vez mais, aparecem disciplinas que procuram estudar cientificamente a literatura - é o caso da teoria da literatura que reivindica para si o papel de ciência autônoma desde o seu surgimento. Isso tem um resultado negativo já que esse estudo metódico estaria matando o prazer da litertura. Há um outro efeito prático: alunos ingressam nas universidades em busca de disciplinas teóricas sem um repertório mínimo de leituras. Todos ficam patinando em um instrumental sem serventia prática devido a essa falta. Jorge Coli fala ainda que a falta de leitura não dá ao leitor a paixão que só os livros podem dar.

Opinião pessoal: existe uma questão da literatura, sobretudo ao longo do século XX, ter se fechado. Romances complicado, de difícil leitura, cheios de referências, etc. atrapalham os novos leitores da era virtual. Volta também aquele deficiência do ensino, a pasteurização da internet, a dificuldade de construir pensamentos críticos, etc. A leitura dos livros dá as pessoas um importante repertório pessoal, não só de aprendizagem teórica, mas aprendizagem da vida. Com a leitura nosso pensamento fica estimulado, aprendemos coisas novas, desenvolvemos nossa capacidade de abstração e somos levados a experiências únicas.

Me lembro muito daquele livro (que também é teórico) "Quem ama literatura não estuda literatura".

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ele é o cara!


Finalmente São Paulo vai ter a oportunidade de ver de perto uma exposição com obras de Vik Muniz. Ele é o cara! A exposição será no MASP - isso mesmo, no MASP! Aquele museu que tava enfrentando uma série de problemas e agora tenta se reerguer. A mesma exposição já foi apresentada no mundo todo e teve uma temporada de sucesso em terras cariocas. Agora vem pra São Paulo - lugar em que artista plástico e fotógrafo nasceu.
Você já deve ter topado com alguma coisa feita por ele: capas de cd, cartazes, outdoor ou mesmo comercial de tv.

Ah! Começa hoje.

*foto de divulgação

terça-feira, 21 de abril de 2009

Como é que se escreve um ensaio?

Taí uma pergunta que eu gostaria muito de saber responder. Não encontrei nenhuma fórmula nas minhas pesquisas sobre esse tema. Muito pelo contrário, encontrei foi liberdade plena da parte de quem escreve. Os grandes ensaístas dizem que o ensaio é uma forma perigosa justamente pela liberdade que ele nos dá. A tentação de embarcar em todos os assuntos é muito grande.


Talvez, o segredo do ensaio esteja em toda a atividade que acontece antes da escrita propriamente dita. O ensaísta precisa ter uma ideia e pensar muito sobre ela - fazer aqueles esquemas de ideias contra, à favor. Depois disso, pensar mais e mais. Até que as ideias estejam bem maduras e a redação finalmente comece. Depois de pronto, ainda é preciso olhar outras vezes. Dar tempo para que o ensaio cresça mais um pouco e ganhe força.


Em contrapartida a esse modelo, existe o ensaio literário. Ele não tem uma forma propriamente dita de ideias contra ou à favor - a liberdade é ainda maior. O ensaista pode escrever fazendo uso de imagens, metáforas, metonímias, etc. Além disso, a ideia pode aparecer de maneira figura, travestida.


Seja qual for o tipo de ensaio, existe uma verdade absoluta: o ensaio precisa ser claro, simples e conciso. De modo que a pessoa que o leia compreenda tudo o que você está dizendo. Mas me diga: existe tarefa mais complicada do que essa?

domingo, 19 de abril de 2009

A revista SERROTE


Acho que nem comentei por aqui o lançamento da revista SERROTE. Iniciativa muito bem vinda do Instituto Moreira Salles. De acordo com a carta do editores, a revista será quadrimestral e trará sempre ensaios "originais, independentes, bem pensados e bem escritos". Os ensaios do número 1 são de autoria de gente como Antonio Cicero, Carlo Ginzburg, Franz Kafka, Mário de Andrade, Modesto Carone, etc. Ainda tem ilustrações de Saul Sateinberg.

Ficou bem bonita essa edição. Acho que é mais uma contribuição muito bem vinda do Instituto - eles também editam os Cadernos de Literatura. Tomara que a revista tenha vida longa e traga ensaios que não circulem apenas no meio acadêmico.

Se depender do time de editores: Flávio Pinheiro, Matinas Suzuky Jr., Rodrigo Lacerda e Samuel Titan Jr. - a revista tem tudo para dar certo. Tava querendo mesmo revistas com textos longos e textos que não sejam acadêmicos. Melhor ainda quando a edição é cuidada como essa. Como vi um diretor de redação dizer: "a revista tem de fazer, o que somente a revista sabe fazer".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Oscar 2009 - Benjamin Button


O Oscar anunciou na semana passada os indicados ao prêmio. Achei surpreendente o filme de David Fincher "O Curioso Caso de Benjamin Button" ter recebido 13 indicações. Não digo isso porque o filme seja ruim, pelo contrário, achei o filme muito bom. Mas o tanto de indicações me faz pensar que não temos tantos filmes bons saindo de Hollywood esse ano. Será a crise? Ou será que o cinema americano já não exerce tanto fascínio? Não sei.

De qualquer forma, esse filme precisa ser visto. A história do menino que nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo do tempo é bastante original no trato com assuntos como amor, morte, etc. E os dois atores estão excepcionais.

O Oscar será exibido dia 22 de fevereiro - em pleno carnaval. Acho que a TV Globo fará apenas flashes ao vivo devido a transmissão do carnaval.

sábado, 27 de dezembro de 2008

OS PODEROSOS CHEFÕES


Fui assistir "Gomorra". Gostei bastante e concordo que é um dos filmes mais bacanas desse ano. O diretor optou pela estética realista e fez uma filmagem bem crua do cotidiano das pessoas que vivem envolvidas pela máfia italiana. A câmera tem mesmo um percurso de ser nossos olhos e mostrar de perto tudo o que se passa nesse "submundo". Como um crítico apontou, nesse filme não há glamour ou estilização em relação a vida do crime. Muito pelo contrário, a violência é direta e pobre de quem entrar na roda.

O filme é baseado no livro "Gomorra". Conta cinco histórias paralelas, de cinco pessoas que estão em universos completamente diferentes. O que mostra como a máfia está em todos os setores da sociedade. E detalhe: ela tem poder para interferir internacionalmente.

AVISO: recomendado, mas é bem forte e exige concentração.

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Está um pouco sofrido para postar aqui no blog, mas vou levando do jeito que dá. Uma pena porque eu não queria ficar ausente esses dias. Não estou de férias, nem viajando para as festas de fim de ano. O problema técnico com o computador continua. Um m**** mesmo!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Hitchcok - Truffaut


Dois grandes diretores de cinema - um fazia filmes nos Estados Unidos, outro na França. Truffaut e muitos críticos da Cahiers du Cinema admiravam bastante os filmes de Hitchcok. Só que os críticos americanos não entendiam como isso podia acontecer. Daí, Truffaut resolveu armar uma entrevista bem ampla, capaz de demonstrar como os filmes de Hitchcok deveriam ser melhor observados.

Saiu em livro pela Companhia das Letras. Um bom presente de natal!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Os problemas arquitetônicos de SP e do Brasil?


Achei bem legal que a conferência Urban Age tenha acontecido aqui em São Paulo esse ano e tenha tido como tema a própria cidade. Pelo que eu acompanhei, ontem rolaram vários discussões sobre a ocupação ilegal da cidade e sobre os problemas ocasionados por conta da especulação imobiliária. Por conta das construtoras a cidade deixa de ganhar um projeto urbano com identidade estruturada e as populações migram cada vez mais para áreas carentes de intervenção do estado. Isso sem falar na ocupação de áreas ilegais.

Soma-se a toda isso as entrevistas que o Isay Weinfeld deu por conta do lançamento do livro dele. Ele disse justamente que é contra esses projetos "neoclássicos" e que a população que compra acaba sendo enganada.

Também rola certa preocupação dos arquitetos brasileiros pela falta de nova identidade. Estamos parados em nossa arquitetura modernista. Pode ser que eu esteja enganado. Alguém tem algum exemplo de arquitetura após o nosso modernismo?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Um grande contista


Outro nome relativamente recente da literatura é Ricardo Piglia. Ele é argentino e tem se mostrado um dos nomes mais importantes na criação de contos. Inclusive ele até escreveu um livro sobre o assunto - chama-se "Formas Breves". Engraçado pensar como a Argentina tem uma tradição de grandes contistas Quiroga, Borges, Cortázar, etc. Coisa que não existe muito por aqui.

Um outro livro bastante interessante de Piglia é "O Último Leitor". É um ensaio a respeito do papel da leitura na literatura ocidental.