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segunda-feira, 21 de junho de 2010

VOCÊ CONHECE O TBD? POIS DEVERIA CONHECER


A DFA é uma gravadora que sempre está nos reservando uma surpresa. Os integrantes do selo estão lançando alguma coisa quase toda semana. E olha que James Murphy nem está por perto - ele está em turnê com o LCD Soundsystem. Uma das últimas boas novidades é o TBD, uma dupla formada por Justin Vandervolger (ex-!!!/Outhud) e Lee Douglas (que discotecou uma vez no RJ, mas não veio a SP). No ano passado eles lançaram um 12" que fez bastante sucesso "What is this?". Para esse ano, resolveram apostar em algo ainda mais ousado e acabam de lançar a faixa "Oh my". Trata-se de 8 minutos e pouco de uma acid house bastante moderna. Me lembrou a dance music dos anos 90, dos tempos em que eu era clubber - como se dizia na época.

É possível ouvir "What is this?" no myspace do TBD e um trechinho de "Oh my" no site da DFA.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MARK FARINA NA FREAK CHIC


A Freak Chic, sem dúvida a noite mais legal da cidade, terá hoje apresentação do dj Mark Farina. Para quem não sabe ele estava em Chicago quando a house music estava acontecendo por lá. Mais do que isso, Mark Farina foi um dos primeiros djs a colocar uma levada mais jazz em seus sets criando uma maneira única e particular de discotecar. Seu talento resultou numa famosa noite em São Francisco chamada Mushroom Jazz - que depois virou uma série de discos assinada por Farina. Por esses razões e outras mais, essa noite é garantia de boa música.

As duas vezes em que o vi por aqui foram supreendentes. É para dançar a noite inteira e ter aquela sensação única. De verdade! Prova de que a house music, uma senhora de mais de 20 anos, ainda está em plena forma.
*imagem: divulgação

sexta-feira, 4 de junho de 2010

CLÁSSICOS DA HOUSE MUSIC #2



Loose Joints - Is it all over my face?
West End Records

Na verdade não é propriamente uma faixa de House Music. Está mais próxima da Disco, eu acho. Mas posso dizer que é uma espécie de proto-house music. Até porque Larry Levan fez a mixagem e quando ele tocava essa faixa no Paradise Garage as pessoas iam a loucura. Arrisco a dizer que até hoje as pessoas ainda vão a loucura, aonde quer que ela toque.

Loose Joints, a dupla por trás de Is it all over my face, é ninguém menos do que Arthur Russell e Steve D'Acquisto. Russell já estudava música há muito tempo e tinha uma verdadeira paixão pela cena clube de Nova York. D'Acquisto era dj e frequentador assíduo do The Loft, de David Mancuso. O encontro dos dois resultou nessa faixa incrível. Parece que Russell era bastante tímido e quando ele ouviu essa faixa na pista de dança a primeira vez, ficou com receio. Ele a achava bastante primitiva. Depois que viu as pessoas dançando enlouquecidas, deu um sorriso.

O que me impressiona nessa faixa é o jeito orgânico e eletrônico que convivem muito bem. Por cima do ritmo a gente tem uma série de melodias e dinamicas que produzem um molho todo especial. O baixo é marcante e o vocal vem no momento certo, mesmo sendo minimalista - tem uma versão com vocal feminino e uma versão com vocal masculino. É uma daquelas faixas que não precisam ser modificadas. Um verdadeiro clássico.

domingo, 30 de maio de 2010

HOLY GHOST! EP NOVO: STATIC ON THE WIRE

E olha que notícia boa: o Holy Ghost! vai lançar um EP novo pela DFA. Vai se chamar Static On The Wire. A dupla não lançava nenhuma faixa desde Hold On - só remixes. O que não desmerece nem um pouco o trabalho dos caras, porque os remixes eram muito bons. No entanto, estão de volta agora. Ouvi uma faixa no site da DFA e fiquei entusiasmado. Prometem!


Abaixo a faixa "I hear, I know" que está no EP:


PILOOSKI NO D-EDGE DUAS VEZES!


Pilooski, também conhecido pelo nome de Cédric Marszewski, vem ao Brasil na próxima semana. Ele vai discotecar no D-Edge em duas festas e ainda ministrar um workshop - lá no clube mesmo. A primeira e última vez que ele esteve aqui foi em 2008, para uma apresentação no Vegas.

Talvez ele não seja tão conhecido, mas o cara está por trás do selo Dirty Records e do projeto Discodeine. Ele lança produções cabeludas, edits incríveis e compilações interessantíssimas. Dono de um gosto bem particular, Pilooski diz que gosta do lado bizarro das músicas. Inclua nesse gosto musical: krautrock, new wave, no wave, disco, rock psicodélico, rock progressivo, tecno, house, chanson française e até pop bacana. O cara tem um conhecimento incrível de música e sabe bastante coisa de música brasileira.

O bacana é que ele alia duas coisas importantes: técnica boa na discotecagem e montagem dos famosos edits; e um repertório diferente de tudo o que vc já viu. O melhor é que a coisa funciona muito bem. A gente fica satisfeito por conhecer música nova e dançar bastante. É pra assistir sem ter medo de ser feliz.

Anote: Pilooski na On The Rocks fazendo set mais rock e no noite CIO! fazendo set disco edits.

sábado, 29 de maio de 2010

JUAN MACLEAN COMO DJ

O pessoal do selo !K7 pediu a Juan MacLean que fizesse um remix para a famosa série DJ-Kicks. Parece que ele ficou muito atormentado com a ideia e resistiu bastante. No fim das contas ele topou e o disco foi lançado no mês passado.


O motivo de tanta resistência, segundo li, é que Juan MacLean estava angustiado com o fato do remix parecer relevante num tempo em que todo mundo pode fazer um remix - seja você dj ou não. Mas parece que a "crise" resultou numa iluminação bem interessante. Juan quis retornar as raízes da sua carreira como dj e produtor. Mais do que isso, ele quis aliar a técnica dele com seu gosto pessoal - sem parecer muito pop e nem muito obscuro.

Tudo isso aparece realmente quando a gente ouve a compilação. O cara primou por um caminho mais orgânico e conseguiu fazer uma compilação muito boa. Não dá pra não sair dançando! E MacLean deixa bem claro o seu amor pela house music do começo ao fim do disco. Acho que esse é um diferencial dele em relação ao pessoal da DFA. Não que James Murphy e os demais não gostem de house. Mas no caso de MacLean a paixão é bem maior. Vide os discos anteriores, que de alguma forma já tem essa "pegada".

Ele esteve discotecando aqui em SP em Março desse ano, no Vegas. Dessa vez eu não fui, mas deve ter sido bem interessante já que ele anda nessa fase "dj".

PRINS THOMAS E SEU DISCO

Prins Thomas é bastante conhecido pelos remixes que ele lança. Cada um melhor que o outro. Os sets dele também costumam por fogo na pista de dança. Mas, para nossa surpresa e felicidade, em Março desse ano ele lançou um disco com produções próprias pelo seu selo Full Pupp - o disco é auto intitulado, Prins Thomas. Ao ouvir é impossível deixar de pensar nas influências do krautrock alemão. Sem parecer retrogrado porque essa influência aparece bem diluída junto com as referências a disco, ao dub, ao rock, etc. Tudo o que a Space Disco que ele e Lindstrom divulgam desde o primeiro disco que lançaram juntos. Aliás, Lindstrom e Todd Terje participam na faixa Sauerkraut.


Outra coisa que eu acho interessante é o peso rock que existe nas mãos do Prins Thomas. O cara é verdadeiro fã de rock dos anos 60/70 e deixa isso bem claro. Essa parece ser também a diferença entre ele e o Lindstrom. Enquanto Lindstrom prefere um som mais viajandão, abstrato; Prins Thomas prefere manter os pés no chão e seguir por um lado mais obscuro. enfim, os noruegueses são bons em dupla e também sozinhos. Na minha opinião estão fazendo o que temos de mais interessante atualmente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CLÁSSICOS DA HOUSE MUSIC #1



Your Love - Jamie Principle & Frankie Knuckles

Um verdadeiro clássico da house music produzida em Chicago por duas pessoas bastante importantes na história desse gênero musical: Jamie Principle e Frankie Knuckles. Talvez, naquele momento, eles não tivessem noção da real proporção que essa faixa iria tomar. E o que mais me espanta é o fato de que o ritmo - tão importante para a house - cede lugar a canção de Jamie Principle. A letra de Your Love é tão importante quanto o ritmo que ela funda. Arrisco a dizer que a gente sente exatamente o que Jamie Principle está sentindo. É bastante corporal.

Os Friendly Fires fizeram um cover para a faixa. Mas acho que algo se perdeu. Na versão deles o ritmo se dilui, a canção perdeu o erotismo, a sensualidade. E perdeu o principal, a sensação de precisar desesperadamente daquele amor. Não quero dizer que a versão é péssima, mas é bem diferente da original.