Mostrando postagens com marcador discos matadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador discos matadores. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de novembro de 2008

#21 discos matadores




Às vezes é assim: tudo o que é muito bom dura muito pouco mesmo. O Secos&Molhados é uma prova cabal dessa máxima. A banda durou bem pouco, acho que cerca de 2 ou 3 anos. Lançaram apenas dois discos e com isso se estabeleceram como uma das bandas mais importantes da música brasileira dos anos 70.

Misturando rock, psicodelia, folk, mambo, tango, toadas, etc., as letras surreais e aquele visual todo diferente - as pinturas no rosto e a postura meio ambígua entre o masculino e o feminino. Diz a lenda que quando Ney Matogrosso foi aos Estados Unidos, um produtor americano ficou louco e quis montar uma banda com ele. Teve até matéria nos jornais de lá. Ney não topou, voltou ao Brasil e depois de um tempo apareceu o Kiss - aquela banda de rock de Detroit. Não sei se é verdade, mas sei que ouvi isso por aí.

Aqui vale um discos matadores duplo - porque tanto o disco de 73 quanto o disco de 74 são matadores. As capas são incríveis. E a gente é levado por um passeio ao infinito, num mundo batsante original e brasileiro. Recomendadíssimo!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

#20 discos matadores


Pois é, acho que demorou para ter um disco do Kraftwerk aqui nessa lista. E acho que "The Man Machine" é um disco matador porque foi um disco fundamental na carreira delas. É o momento em que eles saem um pouco da linha instrumental abstrata e entram no universo da canção pop. Não é à toa que esse disco vendeu bem e conquistou muito público para a banda.


Claro, há outros discos matadores do Kraftwerk. Pense por exemplo no "Trans Europe Express"? E tantos outros... e sabe que no show deles os momentos mais impressionantes são os das canções do "The Man Machine". Tanto a versão em alemão quanto a versão em inglês são bem legais.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

#19 discos matadores


Esse disco mais do que matador é histórico. Primeiro porque ele lançou as bases para o que viria a ser o movimento punk - ok, eles estão bem longes da Inglaterra, as músicas tem um lado folk, um lado balada e as letras são absurdamente bem elaboradas. Só que ninguém cantou antes deles qualquer coisa que tivesse a ver com o submundo da Nova Iorque underground. E depois, eles transmitiam isso para os shows que eles faziam...

Segundo, o disco revolucionou justamente por mostrar que o rock and roll também poderia ser sobre você, eu, todos nós... e sobre as nossas frustrações e delirios na vida.

Terceiro, é um rock que tem um flerte com aquela arte de vanguarda do Andy warhol. Não foi à toa que ele colocou o nome dele no projeto. A gente sabe que Lou Reed é um puta letrista e que Nico é realmente uma musa.

Enfim, foi o rock "walking on his wild side".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

#18 discos matadores


Putz! É difícil dizer apenas um disco matador quando se trata do CAN. Na verdade deveria ser um tópico sobre bandas matadoras. É que os caras lançaram muitos discos e muita coisa boa - então não dá pra dizer um só porque você fica com uma sensação de "ah! tem também aquele outro e mais aquele outro..."


A capa que está aqui é do disco TAGO MAGO que é o mais famoso disco deles - acho eu. Tem "Mushroom" e "Halleluwah". E tem essa capa que é incrível.


Se você não sabe o CAN foi uma banda da Alemanha que ajudou a criar uma cena de rock por lá. Aquela cena conhecida como krautrock. Eles estão lado a lado com o NEU, Niagara, Faust e muitas outras. E krautrock é uma coisa também específica porque é muito experimental. Não dá pra dizer parece mais com isso ou mais com aquilo.


Acho que o CAN está para além do nosso tempo... é dos anos 70 mas parece mesmo que foi feito hoje. E tem um monte de banda por aí que se diz influenciada pelos caras... fino!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

#17 discos matadores


Cat Power já é famoso por escrever letras dilacerantes e cantar daquele modo bem triste. Pois bem, nesse disco ela deixa suas composições de lado - na verdade ela reinterpreta apenas uma canção dela - para dar voz a composição de outras pessoas. Não é à toa que o disco se chama "The Covers Record".


Ao invés de apenas interpretá-las, Chan Marshall faz cortes e refaz toda a partes musical. Era minimiza tudo e condensa. O resultado são canções desnudas e em estado puro. Aqui a dor vai muito mais fundo. Mesmo em "(I Can't Get No) Satisfaction" existe melancolia. Aliás, essa canção está irreconhecível.


Tem momentos que se parecem muito com Nina Simone - enorme influência para Cat Power. Bom, vale a pena ouvir.

sábado, 16 de agosto de 2008

#16 discos matadores


Taí uma banda pouco popular, mas muito importante para a música dos anos 70. Niagara era uma banda alemã que fez parte daquela cena de rock alemão conhecida como krautrock. Mas eles não ficaram restritos a essa cena e foram para misturas de rock, jazz e música africana jamais pensadas antes. A percussão que eles tocam... não tem pra ninguém. E os outros elementos também compõe um colorido todo especial.


Eu gosto muito desse disco "S.U.B.", mas tem um outro que é mais especial por juntar o "S.U.B." com o EP "Niagara" - chamasse "The Classic German Rock Scene". Ninguém acha em lugar nenhum, é super raro.


Vale a pena ouvir, vale a pena estar nos discos matadores.

sábado, 12 de julho de 2008

#15 discos matadores


Eu acho esse disco primoroso. Primeiro porque ele é resultado de aparições de PJ Harvey no programa de rádio de John Peel. Ele, vocês sabem, era um cara super antenado no que rolava de novo e de legal no mundo da música. Todo mundo importante passou pelo programa dele. Segundo, é PJ Harvey coletando suas melhores apresentações ao vivo - em programa de rádio, claro! A gravação mostra a voz dela em estado puro... sem dizer que as composições são ótimas. Alma feminina em sua inteireza. Gosto bastante desse disco, por isso merece estar aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

#14 discos matadores


Falem o que quiser, mas eu acho que esse disco merece estar aqui nos discos matadores. Vem das mãos da DFA Records e de Andrew Butler. A DFA já vem trazendo esse revival da disco music desde que os anos 2000 começaram. Só agora o negócio emplacou. Tudo porque a gente quer os vocais e a melodia... e isso o Hercules & Love Affair tem de sobra.

terça-feira, 1 de julho de 2008

#13 discos matadores



É o Pink Floyd em sua fase inicial com Syd Barret ainda em muito bem. Esse disco é uma obra prima da psicodelia do final dos anos 60. Influênciou gerações inteiras de Beatles a Rolling Stones. Os efeitos sonoros parecem simples hoje, mas para a época eram muito avançados. Eram as novas experiências refletindo na música que as pessoas ouviam.

sábado, 28 de junho de 2008

#12 discos matadores



Já que estamos nos embalos do jazz, dentro dos discos matadores, aqui vai mais um: Speak no Evil. Wayne Shorter fazendo o impossível com eu sax tenor. Tem ainda Herbie Hancock no piano e Ron Carter no baixo. Também é um dos discos mais essenciais do mundo do jazz. E é um disco que eu gosto muito.

#11 discos matadores


Se você me conhece sabe que eu gosto muito desse disco - Kind of Blue, tanto quanto muito outros. Mas esse tem um lugar especial porque como dizem "parece que foi feito no céu". De verdade! Aliás, tem quem diga que esse é o disco mais essencial do mundo do jazz. Também pudera: Miles Davis, Bill Evans e John Coltrane... é o nascimento do jazz modal. Merece os discos matadores!!!

sábado, 21 de junho de 2008

#10 discos matadores


Astrud Gilberto ficou meio apagada depois que a Bossa Nova acabou. Ela foi casada com João Gilberto por um tempo. Esteve com ele nos Estados Unidos e por lá gravou alguns discos. Um deles com Stan Getz, cantando em inglês inclusive. Engraçado como voz dela era a encarnação da Bossa Nova e daquele Jazz Latino. Era um cantar baixo, com precisão de palavras e sonoridades bem limpas. Não era uma voz potente. Mas esse disco mostra a melhor fase de sua voz.

Ela anda meio esquecida do Brasil e das paradas de sucesso. Foi lembrada recentemente em trilha sonoras de filmes e novelas. Mas Beach Samba é um disco matador na sua simplicidade.


domingo, 15 de junho de 2008

#9 discos matadores


Eu gosto desse disco. Ele é obscuro também - acho que nunca saiu por aqui de um jeito decente. É duma banda brasileira chamada "AZYMUTH" formada por José Roberto Bertrami, Alex Malheiros, Ivan Conti. Eles se juntaram em 1973 e lançaram uns discos. Fez um relativo sucesso, embora fosse ditadura militar, esquerda estudantil, etc. Daí nos anos 80 se mudaram para os Estados Unidos. Lá eles lançaram muito mais discos fazendo uma mistura de samba, funk, jazz e também um pouco de soul e disco. O disco chama "Outubro". Minhas preferidas são "Dear Limmertz" e "Maracanã".

sexta-feira, 13 de junho de 2008

#8 discos matadores


É meio clichê dizer que esse disco é muito bom. Mas não é clichê reconhecer algo que é bom mesmo. O disco é de 74. Como todo mundo diz é a melhor fase de Tim Maia. É quando ele está com voz muito boa, além de ser o começo do movimento black no Brasil - muito embora esse disco trate de temas religiosos. Tim Maia diz que se arrependeu desse disco e quis destruir todas as cópias. O disco foi salvo e relançado. Hoje todo mundo gosta... inclusive internacionalmente. Merecido! Minha favorita é "Racional Culture".

terça-feira, 10 de junho de 2008

#7 discos matadores


Tudo o que os tropicalistas ensinaram, eles aprenderam. Quer dizer, não foi só um aprender pacífico. Eles fizeram diferente. E fizeram muito bem. Também viveram o seu tempo de maneira sem igual. Gosto desse disco porque ele me parece tão despretensioso. Com isso ele chega a ser um marco musical. Me parece também a primeira uma geração que toca instrumentos como ninguém. E "A Menina Dança" é tão legal... e "Preta Pretinha"...

terça-feira, 3 de junho de 2008

#6 discos matadores


Nos anos 80 tinha uma turma muito legal que acabou sendo batizada de VANGUARDA PAULISTANA. Eles fizeram vários discos, tinham vários projetos, etc. Se concentravam ali na praça Benedito Calixto. Dessa turma teve o Lira Paulistana, o Arrigo Barnabé... e teve o Isca de Polícia com o Itamar Assumpção. Esse disco "Beleléu Leleu Eu" é bastante obscuro. Chamam o Itamar de cantor maldito. É muita loucura, mas é um disco muito legal. Meio que original quando mistura samba, funk e pop. Gosto muito de "Fico Louco".

segunda-feira, 2 de junho de 2008

#5 discos matadores


esse é um 12" do cassiano. meio raro, eu acho. um pouco obscuro também. ele inventou em partes a dobradinha soul / funk aqui no brasil. esse disco vale pelas duas faixas, mas a minha preferida é "onda". coisa prolongada, sem compromisso e suingue lá em cima. pena que essas figuras são mesmo pouco conhecidas. eu tocaria

sábado, 31 de maio de 2008

#4 discos matadores


compacto raríssimo de 71 com apenas quatro faixas. tem gravações históricas e importantíssimas. tipo a versão de "vapor barato" no estúdio, "zoilógico" e "você não entende nada" num samba rápido. é a musa gal costa em pleno auge de sua carreira tropicalista. viva gal!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

#3 discos matadores


é, caetano outra vez! mas não é à toa... esse disco está lado a lado com o "fa-tal". foi feito em 1972 quando ele estava no exílio na inglaterra. o disco tem canções em inglês junto com canções de roda do interior do nordeste - esse passeio é sensacional. o time de músicos é bem legal. em resumo é um disco bem tropicalista, embora a essa altura o tropicalismo estivesse chegando ao fim...


eu ouço muito esse disco até hoje! obra prima da nossa música.

sábado, 17 de maio de 2008

#2 discos matadores


já falei sobre esse compacto em outra ocasião... mas gosto tanto dele. é também um dos registros musicais mais importantes - muito embora a qualidade da gravação deixe um pouco a desejar. mas enfim, é caetano com mutantes em plena boate sucata no centro de são paulo.


aqui também se vai do samba até o rock. dizem e eu repito é quando "aracy de almeida encontra com jimmy hendrix". a minha faixa preferida é "marcianita"... mas tem "a voz do morto". e "saudosismo" escrita em inspiração de noel rosa.