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segunda-feira, 21 de junho de 2010

VOCÊ CONHECE O TBD? POIS DEVERIA CONHECER


A DFA é uma gravadora que sempre está nos reservando uma surpresa. Os integrantes do selo estão lançando alguma coisa quase toda semana. E olha que James Murphy nem está por perto - ele está em turnê com o LCD Soundsystem. Uma das últimas boas novidades é o TBD, uma dupla formada por Justin Vandervolger (ex-!!!/Outhud) e Lee Douglas (que discotecou uma vez no RJ, mas não veio a SP). No ano passado eles lançaram um 12" que fez bastante sucesso "What is this?". Para esse ano, resolveram apostar em algo ainda mais ousado e acabam de lançar a faixa "Oh my". Trata-se de 8 minutos e pouco de uma acid house bastante moderna. Me lembrou a dance music dos anos 90, dos tempos em que eu era clubber - como se dizia na época.

É possível ouvir "What is this?" no myspace do TBD e um trechinho de "Oh my" no site da DFA.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LINDSTROM E CHRISTABELLE REFAZENDO A DISCO

Eu já falei muitas vezes sobre Prins Thomas. Tantas vezes que acabei esquecendo de falar que seu parceiro de longa data, Lindstrom, lançou um disco novo quentíssimo. É uma parceria também, mas não entre os dois. Desta vez, Prins Thomas deu lugar a musa Christabelle. O disco novo chama-se Real Life is No Cool e foi lançado no início desse ano. Trata-se de uma boa surpresa para quem gosta da Space Disco feita pelo norueguês.

Lindstrom, antes do disco com Christabelle, estava fazendo músicas mais experimentais. As faixas do EP Where You Go I Go Too, por exemplo, eram longas, cheias de um clima psicodélico, viajante, etc. O que não quer dizer que era um disco chato, muito pelo contrário. Lindstrom estava apontando para outros caminhos, trazendo outras referências e tirando certa monotonia da dance music. Ainda que nenhuma faixa fosse feita para as pistas de danças, sabiamos que a ideia estava presente.

Parece que Christabelle foi a responsável por dar novo ritmo ao corpo musical de Lindstrom. A voz dela realmente impressiona, mesmo cantando faixas mais lentas. Há sensualidade, ironias, brincadeiras e diversão. Lindstrom também leva as construções musicais aos limites, acelerando e abusando como pode os ares da Disco Music. O ponto alto é a faixa "Baby Can't Stop" que ganhou um remix da dupla Aeroplane. Eu também gosto do cover para "Let It Happen", do Vangelis. A versão desse disco em vinil tem ainda um homenagem ao Bolero, de Ravel, chamada "Little Drummer Boy".


É um disco para ouvir e dançar. E que bom que Lindstrom e Christabelle estejam festejando em grande estilo. Abaixo vídeo para o remix do Aeroplane para "Baby Can't Stop":


sábado, 12 de junho de 2010

A DANCE MUSIC JÁ TEM UMA PRÉ-HISTÓRIA


Vocês viram o artigo A volta dos dinossauros da música eletrônica, assinado por Cláudia Assef no caderno C2+música? É possível ler na versão online, mas vou resumir. Criando um paralelo com a expressão "dinossauros do rock", Cláudia Assef fala que os clássicos da dance music também já estão ficando velhinhos: Kraftwerk foi o precursor de uma linhagem que chega aos anos 90 com Chemical Brothers, Underworld, Orbital e Letfield. Essa geração, aos poucos, está de volta com discos novos e show acontecendo em festivais importantes.

A única coisa que eu ressinto no artigo é o fato de a linhagem ter ficado restrita ao big beat e seus desdobramentos. Como a gente sabe, a dance music é um enorme guarda-chuva que abriga diversos gêneros e subgêneros. O big beat representou apenas uma dessas inúmeras vertentes. E foi o gênero que teve maior apelo popular por flertar com rock, reggae, psicodélia, etc. Também considero que o Kraftwerk foi o responsável por formatar a dance music, porém outros elementos foram adicionados ao caldeirão e resultaram em muitos outros formatos.

Se pensarmos em disco music teremos mais dinossauros nessa família. Se pensarmos no pessoal de Nova York, Chicago e Detroit teremos outros. Se pensarmos no efeito colateral tomou a Europa também haverá mais exemplos da espécie. A lista é realmente bem grande e difícil de resumir em um único artigo. Eu compreendo a escolha do artigo.

Hoje me parece muito complicado fazer distinções entre cada uma das vertentes da dance music. Todas as linhagens se diluiu bastante. House, tecno, trance e drum'n'bass ainda existem mas é difícil definir o limite de cada um nos anos 2000. Explicar essa diferença para um público que não costuma ouvir dance music é uma tarefa de Hércules.

Não estou desmerecendo o artigo. Cláudia, como poucos, tem propriedade para falar sobre o assunto. Ela é autora do livro Todo DJ já sambou - mesmo nome do blog que ela mantém -, já escreveu sobre esse assunto e muitos outros para os jornais e revistas mais importantes do país, editou a revista BEATZ (na minha opinião a melhor revista de dance music que já tivemos) e VOLUME 01, etc. Também já trabalhou com programas de rádio e direção artísticas de festivais. Ou seja, ela tem clara consciência da história da dance music - sim, já temos uma história.

Espero que esse artigo sirva para estimular o aparecimento de outras pequenas histórias sobre essa história maior. Afinal, a gente não quer só dançar. A gente quer dançar e dialogar com um passado tão rico que existe e não pode ser esquecido.

sábado, 29 de maio de 2010

JUAN MACLEAN COMO DJ

O pessoal do selo !K7 pediu a Juan MacLean que fizesse um remix para a famosa série DJ-Kicks. Parece que ele ficou muito atormentado com a ideia e resistiu bastante. No fim das contas ele topou e o disco foi lançado no mês passado.


O motivo de tanta resistência, segundo li, é que Juan MacLean estava angustiado com o fato do remix parecer relevante num tempo em que todo mundo pode fazer um remix - seja você dj ou não. Mas parece que a "crise" resultou numa iluminação bem interessante. Juan quis retornar as raízes da sua carreira como dj e produtor. Mais do que isso, ele quis aliar a técnica dele com seu gosto pessoal - sem parecer muito pop e nem muito obscuro.

Tudo isso aparece realmente quando a gente ouve a compilação. O cara primou por um caminho mais orgânico e conseguiu fazer uma compilação muito boa. Não dá pra não sair dançando! E MacLean deixa bem claro o seu amor pela house music do começo ao fim do disco. Acho que esse é um diferencial dele em relação ao pessoal da DFA. Não que James Murphy e os demais não gostem de house. Mas no caso de MacLean a paixão é bem maior. Vide os discos anteriores, que de alguma forma já tem essa "pegada".

Ele esteve discotecando aqui em SP em Março desse ano, no Vegas. Dessa vez eu não fui, mas deve ter sido bem interessante já que ele anda nessa fase "dj".

PRINS THOMAS E SEU DISCO

Prins Thomas é bastante conhecido pelos remixes que ele lança. Cada um melhor que o outro. Os sets dele também costumam por fogo na pista de dança. Mas, para nossa surpresa e felicidade, em Março desse ano ele lançou um disco com produções próprias pelo seu selo Full Pupp - o disco é auto intitulado, Prins Thomas. Ao ouvir é impossível deixar de pensar nas influências do krautrock alemão. Sem parecer retrogrado porque essa influência aparece bem diluída junto com as referências a disco, ao dub, ao rock, etc. Tudo o que a Space Disco que ele e Lindstrom divulgam desde o primeiro disco que lançaram juntos. Aliás, Lindstrom e Todd Terje participam na faixa Sauerkraut.


Outra coisa que eu acho interessante é o peso rock que existe nas mãos do Prins Thomas. O cara é verdadeiro fã de rock dos anos 60/70 e deixa isso bem claro. Essa parece ser também a diferença entre ele e o Lindstrom. Enquanto Lindstrom prefere um som mais viajandão, abstrato; Prins Thomas prefere manter os pés no chão e seguir por um lado mais obscuro. enfim, os noruegueses são bons em dupla e também sozinhos. Na minha opinião estão fazendo o que temos de mais interessante atualmente.

domingo, 16 de maio de 2010

A INTERNET E A NOSSA VIDA NOTURNA

Se tem uma coisa que eu sempre senti falta foi da cobertura jornalistíca da vida noturna de SP. Para ser mais específico, estou me referindo aos clubes e pistas de dança. Sinto falta de ler notícias se projetos e vindas de djs estrangeiros para cá.

Tá certo que a internet veio preencher essa falta. Ainda mais agora com as redes sociais. Vc entra no Orkut, Facebook, Twitter, Youtube e logo fica sabendo mais sobre aquilo que está procurando. Mas sinto falta de mais cobertura. E acho que os clubes e bares estão perdendo tempo em não investir na internet para agregar valor a nossa vida noturna.

Veja, por exemplo, que bacana a iniciativa do D-Edge em colocar no Youtube esse vídeo com Miss Kittin:



Parabéns ao clube! E que mais iniciativas como essa apareçam.

terça-feira, 11 de maio de 2010

CHEMICAL BROTHERS - SWOON

Já falei sobre o teaser promocional que os Chemical Brothers lançaram para a faixa "Escape Velocity" que vai fazer parte do novo disco deles "Futher". Pois bem, na semana passada a dupla lançou o single "Swoon" que também vai integrar o nodo disco.

O videoclipe está aqui embaixo. As imagens são de tirar o fôlego e me lembram aquelas projeções que os Chemical Brothers usam nos shows. Enfim, só da cabeça deles poderia vir algo assim.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

MISS KITTIN NO D-EDGE - 07/05


Não deixa de ser uma notícia boa para quem sentia falta de ter um dj gringo nas pistas. Miss Kittin apresentar seu projeto République no D-Edge na sexta-feira (07/05). A ideia do projeto parece ser muito interessante: ela se apresenta ao lado de um convidado e divide as pick ups com ele a noite toda. O "convidado" do Brasil, vai ser o Renato Ratier. Cada um vai discotecar por 1 hora, depois o outro retorna e assim por diante.

Miss Kittin ainda diz o seguinte sobre esse projeto: "Eu precisava de algo novo, excitante, algo que retornasse as raízes (das pistas de dança) onde todo mundo pudesse festejar junto, vivendo uma experiência de uma noite única".

Acho que vai ser uma oportunidade única de conferir o que a francesa está ouvindo. Já vi apresentações dela por aqui, uma ou duas vezes. Os sets dela costumam ter bastante tecno e são muito dançantes. Sem ser muito cerebral e sem ser muito banal. Acho que na medida certa. Eu penso também que é uma chance de saber o que as pistas internacionais estão ouvindo.

Os preço são um pouco altos, a venda é limitada e tem lotes específicos.

domingo, 2 de maio de 2010

CHEMICAL BROTHERS - ESCAPE VELOCITY


O Chemical Brothers está preparando disco novo. Tem uma faixa rolando na internet - Escape Velocity. É cedo para dizer qualquer coisa, mas os caras tão fazendo o que sempre souberam fazer muito bem. Um monte de gente critica e tal, mas sempre que um disco dos caras é lançado as pistas de dança bombam. E não adianta, todo mundo fica de olho no que os dois fazem.

Fico contente que eles não tenham se entregado a essa onde de gente que os classifica como ultrapassados e presos aos anos 90. Eles estão na ativa e saber que eles estão lá dá um alívio. Depois todo mundo pode e tem o direito de se reinventar.

Diz o Lúcio Ribeiro que existe convite para eles aparecem no Brasil. Cruzem os dedos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

GERD LEONHARD, BRIAN ENO E O FIM DE UMA ERA


Eu falava outro dia a respeito do fascínio sobre os discos de vinil e suas capas incríveis. Só que na segunda-feira, para meu espanto, o programa Roda Vida da TV Cultura entrevistou o alemão Gerd Leonhard - ele é um dos principais pensadores sobre o comunicação, mídias digitais e o futuro desses meios.

Dentre tantas coisas interessantes, Gerd falou o seguinte: há uma tendência para que no futuro as mídias percam o seu suporte físico. Ou seja, para ouvir música você não vai precisar de um cd; para ler um história você não vai precisar de um livro; para ver TV você não vai precisar de um aparelho de TV; e assim por diante. A tendência é que tudo migre para o meio digital e que possamos acessar esses "bancos de informação" quando quisermos - ouvir música, ler livro e ver TV será por streaming.

Isso me faz lembrar uma entrevista de Brian Eno para o Observer - entrevista que foi reproduzida pelo caderno +Mais! da Folha de SP em 07/02/2010. Vou reproduzir um trecho da entrevista em que ele decreta o "fim uma era":

Fim de uma era
Creio que os discos foram apenas uma pequena bolha no tempo, e aqueles que conseguiram ganhar a vida com eles tiveram sorte. Não há motivo para que alguém tenha ganho tanto dinheiro com a venda de discos, exceto a coincidência de que aquele período era perfeito para isso. Sempre soube que a coisa acabaria, cedo ou tarde. Não havia como durar. Não me incomoda que isso aconteça, pois a era do disco foi uma anomalia.
Foi mais ou menos como se, nos anos 1840, você tivesse uma fonte de banha de baleia que podia ser usada como combustível. Antes que o gás surgisse, se você comerciasse banha de baleia, poderia ser o cara mais rico do mundo. Mas o gás surgiu, e a banha de baleia passou a encalhar. Lamento, amigo: a história continua. Música gravada é a mesma coisa que banha de baleia. Algo mais terminará por substitui-la um dia.
Foto: Jair Bertolucci (reproduzida do site tvcultura.com.br/rodaviva)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

II CONGRESSO DE JORNALISMO CULTURAL


De 3 a 6 de Maio acontece o II Congresso de Jornalismo Cultural - promovido e organizado pela revista CULT. Ótima oportunidade para os interessados na área se atualizarem ou se aperfeiçoarem. Particularmente, fiquei interessado pelos temas de literatura - sobretudo porque Clarice Lispector será a autora homenageada - e mídias digitais.

O ano passado consegui acompanhar um pouco da cobertura feita pela internet. Mas nada substitui a experiência de estar presente no Congresso.

*foto: reprodução

VIRADA CULTURAL 2010

Ontem saiu, finalmente, a programação da Virada Cultural 2010 - dias 15 e 16 de Maio. Se vc ainda não viu, pode ver diretamente no site da Virada Cultural. Sinceramente, achei a programação bastante tímida em relação ao ano passado. E achei muito tímida também em relação ao que a Virada Cultural Paulista (no interior do estado) anda prometendo.

Nem os djs e as tradicionais pistas de dança no Centro da cidade estão tão atraentes.

Talvez o maior ponto positivo tenha sido o investimento na área da Luz - menina dos olhos do prefeito Gilberto Kassab e do ex-governador José Serra. Haverá uma grande concentração de atrações nessa região. Talvez seja mesmo para ocupar a área degradada e mostrar aos paulistanos as ações públicas na região. A programação de cinema também pareceu divertida e "inédita".

Uma pena!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DEEPBEEP FAZ ANIVERSÁRIO


O site deepbeep completou 1 ano no último dia 23 de Abril. Para quem não conhece é um site que disponibiliza sets de DJs nacionais e internacionais. Dá pra fazer downloads ou ouvir stream no seu computador, enquanto vc trabalha, estuda, etc.

Tem set de gente muito bacana - os nossos novos, antigos e respeitadíssimos djs brasileiros. Os gringos também aparecem por lá, sempre que possível. Um set que tem causado bastante comoção é o do Marquinhos MS. Figura lendária da cena noturna da cidade de SP. Recomendo todo mundo a ouvir.

Enfim, parabéns e vida longa ao deepbeep - que tá fazendo a sua parte. Só faltou uma festinha pra comemorar, né? Alguém sabe de alguma coisa?

domingo, 25 de abril de 2010

JOSÉ RAMOS TINHORÃO +MAIS!

O caderno +mais! da Folha de SP de hoje tem dois textos do jornalista Luiz Fernando Vianna a respeito de José Ramos Tinhorão. Ele está lançando dois novos livros e, ao mesmo tempo, estão lançando sua biografia. Gostei bastante do que li e recomendo a leitura a todo mundo que é minimamente interessado em música popular brasileira.

Quem não comprou o jornal, pode ler os textos pela internet - desde que sejam assinantes do UOL ou da Folha de SP. O primeiro texto se chama "Voz dissonante" e o segundo "Tinhorão em perspectiva".
Vou transcrever dois trechos que achei de extrema importância:

"A figura do artista como conhecemos, romântica, vai acabar. O engenheiro de som vai ser mais importante do que o artista. Hoje, fabrica-se som, em breve não será preciso tocar nenhum instrumento. Quando vem uma dessas bandas tocar aqui, a imprensa exalta as toneladas de equipamento que elas trazem. Hoje, a música popular se julga por toneladas".
Muita gente não presta atenção nisso, mas o engenheiro de som é a principal figura da música popular contemporânea. Ele é responsável por tornar o disco o que ele é. E Tinhorão tem razão quando diz isso. Evidentemente esse comentário tem um tom crítico. De qualquer forma ele emula um pensamento bastante corrente no mundo da dance music.

"Hoje, existem críticos de discos, que escrevem na base do "gostei" e "não gostei" e procuram agradar a sua corriola".
Outra afirmação bastante interessante, daquelas para colocarem a gente pra pensar.
*capa: reprodução

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DJS E PRODUTORES DE DANCE MUSIC


Há tempos atrás eu fiz um especial aqui no Fugas Imaginárias sobre produtores/djs de dance music. O nome era TOP 10 - PRODUTORES DE DANCE MUSIC. Escolhi dez produtores/djs que, naquela época, eram considerados a nata da dance music. Os que ficaram de fora acabaram na menção honrosa - era a época em que eles estavam começando.

A lista incluía:

1. James Murphy;
2. Joakim;
3. Ellen Allien;
4. Lindstrom;
5. Alter Ego;
6. Headman/Manhead;
7. Erol Alkan;
8. Optimo;
9. Tomboy;
10. Tiga.

Menção Honrosa:

I. Ricardo Villalobos;
II. Prins Thomas.

Passado todo esse tempo, continuo achando que eles ainda são o meu Top 10. Acho que tiraria Alter Ego e Tomboy. Eles estão sumidos, não lançam mais nada. O Tiga também está bem quieto. E o Optimo vai acabar, acho que vão se dedicar aos projetos paralelos.

Quem sabe não faça uma versão 2.0 desse especial.

NOSTALGIA DA MODERNIDADE - DISCOS DE JAZZ

O MP3 acabou com uma das coisas mais legais: a possibilidade de você estar numa loja de discos e topar com a capa genial de um vinil. Daquelas que despertam em você vontade de ter aquilo, não importa o seu conteúdo. E assim a gente ia descobrindo coisas novas, umas boas e outras nem tanto.

De uma outra maneira, os cds continuaram com essa "tradição" de fazer belas capas. Só que o espaço é infinitamente menor e não atrai chama tanto a nossa atenção. Imagino que os cds ainda continuam a fazer capas apesar da pouca valorização. Só que nada do que eu vi até hoje, em matéria de capas de cds, pode ser comparado aos vinis.

Não tenho nenhum tipo de ressentimento quanto ao MP3, muito pelo contrário. Não quero praguejar e muito menos parecer passadista. Mas me parece impossível olhar para aquelas capas antigas e não sentir absolutamente nada. Nenhuma comoção. Nenhuma saudade.


Para esses amantes, a editora TASCHEN lançou um livro bem bonito sobre o tema - Jazz Covers. Não tenho certeza se o livro é novo ou mais antigo. São capas de vinis de Jazz dos anos 40 até o começo dos anos 90 - quanto o vinil já estava em declínio. O mais interessante é que cada capa acompanha informações sobre o nome do disco, diretor de arte, fotógrafo, ilustrador, ano, gravadora e muito mais. Tem entrevistas com pessoas que fizeram parte dessa história. Um trabalho primoroso do autor e editor do livro, respectivamente Joaquim Paulo e Julius Wiedemann. Uma curiosidade: Joaquim é um colecionador de vinil que mora em Portugal, está sempre vindo ao Brasil fazer pesquisas musicais; e Julius é brasileiro.

foto: divulgação

segunda-feira, 19 de abril de 2010

EDIÇÃO DA VOODOOHOP FECHADA NO SÁBADO

O acontecimento deve (ou pelo menos deveria) causar uma discussão em torno da coisas que estão acontecendo na noite de SP. Não estou acompanhando tudo de perto. Vi manifestações no facebook e no twitter.

Notícia na Folha de SP - http://tinyurl.com/y7nctrs

domingo, 18 de abril de 2010

AEROPLANE


Aeroplane - eles iriam se apresentar no D-Edge esse semestre, mas infelizmente cancelaram. Parece que estão rolando negociações para uma outra data. Vamos cruzar os dedos e torcer para que aconteça.

Quem não conhece, precisa ficar de olho. Os cara seguem a esteira da new disco, mas não se limitam a isso. Fizeram um set bastante elogiado no Coachella, sexta-feira. Para conhecer um pouco mais, tem um podcast na revista gringa SGUSTOK MAGAZINE. Daqueles que a gente ouve e tem vontade de sair dançando.

sábado, 17 de abril de 2010

Coaxélla na cabeça!

Que mané Coachella, que nada! Eu quero mais é Coaxélla (do blog do Lúcio Ribeiro).


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Confundindo o mercado


Estou acompanhando na internet o burburinho em torno do novo disco (como chamar?) do LCD Soundsystem - This is Happening. Por enquanto me parece uma chuva de opiniões em torno das respostas "gostei / não gostei". Mas o que pensar? Estou achando que a internet realmente só serve para confundir o mercado.

Por enquanto conclui o seguinte:

O vazamento do disco para o mundo foi imediato. Num instante todo mundo já estava baixando e comentando. Detalhe: o disco nem foi lançado oficialmente ainda. Se você não baixou o disco ainda, você está definitivamente por fora - "perdeu, playboy".

Parece que aquela ideia de dar um furo jornalístico, de ser o primeiro a ter acesso a informação e de ser o único a ter uma crítica está perdendo força. Cada vez mais, todo mundo é o primeiro - pelo menos na indústria musical.

As redes sociais (blog, orkut, facebook, twitter, etc) mostram como a recepção das pessoas é muito mais variado do que a gente pode imaginar. Quem quiser ter algum algum parâmetro baseado nessas opiniões vai ficar maluco. Melhor é você baixar o disco e concluir sozinho.

Tanta "circulação" vai fazer o disco parecer velho dentro de um mês - no máximo!

Bem apocalípcto: pode ser que finalmente a gente esteja chegando bem perto daquele momento em que "a música pop vai comer a si mesma" - como previu Jeremy J. Beadle.

O que o futuro nos reserva: bandas novas? Músicas novas? Cada semana um sucesso diferente? Para chegar onde? Será mesmo que estamos diante de uma revolução no comportamento? Será que a história está acontecendo bem a nossa frente? Respostas que só no futuro a gente vai saber.

Ainda não baixei o disco. Só ouvi o single "Drunk Girls". Eu gostei do que ouvi.