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domingo, 30 de maio de 2010

PILOOSKI NO D-EDGE DUAS VEZES!


Pilooski, também conhecido pelo nome de Cédric Marszewski, vem ao Brasil na próxima semana. Ele vai discotecar no D-Edge em duas festas e ainda ministrar um workshop - lá no clube mesmo. A primeira e última vez que ele esteve aqui foi em 2008, para uma apresentação no Vegas.

Talvez ele não seja tão conhecido, mas o cara está por trás do selo Dirty Records e do projeto Discodeine. Ele lança produções cabeludas, edits incríveis e compilações interessantíssimas. Dono de um gosto bem particular, Pilooski diz que gosta do lado bizarro das músicas. Inclua nesse gosto musical: krautrock, new wave, no wave, disco, rock psicodélico, rock progressivo, tecno, house, chanson française e até pop bacana. O cara tem um conhecimento incrível de música e sabe bastante coisa de música brasileira.

O bacana é que ele alia duas coisas importantes: técnica boa na discotecagem e montagem dos famosos edits; e um repertório diferente de tudo o que vc já viu. O melhor é que a coisa funciona muito bem. A gente fica satisfeito por conhecer música nova e dançar bastante. É pra assistir sem ter medo de ser feliz.

Anote: Pilooski na On The Rocks fazendo set mais rock e no noite CIO! fazendo set disco edits.

sábado, 29 de maio de 2010

PRINS THOMAS E SEU DISCO

Prins Thomas é bastante conhecido pelos remixes que ele lança. Cada um melhor que o outro. Os sets dele também costumam por fogo na pista de dança. Mas, para nossa surpresa e felicidade, em Março desse ano ele lançou um disco com produções próprias pelo seu selo Full Pupp - o disco é auto intitulado, Prins Thomas. Ao ouvir é impossível deixar de pensar nas influências do krautrock alemão. Sem parecer retrogrado porque essa influência aparece bem diluída junto com as referências a disco, ao dub, ao rock, etc. Tudo o que a Space Disco que ele e Lindstrom divulgam desde o primeiro disco que lançaram juntos. Aliás, Lindstrom e Todd Terje participam na faixa Sauerkraut.


Outra coisa que eu acho interessante é o peso rock que existe nas mãos do Prins Thomas. O cara é verdadeiro fã de rock dos anos 60/70 e deixa isso bem claro. Essa parece ser também a diferença entre ele e o Lindstrom. Enquanto Lindstrom prefere um som mais viajandão, abstrato; Prins Thomas prefere manter os pés no chão e seguir por um lado mais obscuro. enfim, os noruegueses são bons em dupla e também sozinhos. Na minha opinião estão fazendo o que temos de mais interessante atualmente.