Se tem uma coisa que eu sempre senti falta foi da cobertura jornalistíca da vida noturna de SP. Para ser mais específico, estou me referindo aos clubes e pistas de dança. Sinto falta de ler notícias se projetos e vindas de djs estrangeiros para cá.
Tá certo que a internet veio preencher essa falta. Ainda mais agora com as redes sociais. Vc entra no Orkut, Facebook, Twitter, Youtube e logo fica sabendo mais sobre aquilo que está procurando. Mas sinto falta de mais cobertura. E acho que os clubes e bares estão perdendo tempo em não investir na internet para agregar valor a nossa vida noturna.
Veja, por exemplo, que bacana a iniciativa do D-Edge em colocar no Youtube esse vídeo com Miss Kittin:
Parabéns ao clube! E que mais iniciativas como essa apareçam.
domingo, 16 de maio de 2010
A INTERNET E A NOSSA VIDA NOTURNA
quinta-feira, 29 de abril de 2010
GERD LEONHARD, BRIAN ENO E O FIM DE UMA ERA

Eu falava outro dia a respeito do fascínio sobre os discos de vinil e suas capas incríveis. Só que na segunda-feira, para meu espanto, o programa Roda Vida da TV Cultura entrevistou o alemão Gerd Leonhard - ele é um dos principais pensadores sobre o comunicação, mídias digitais e o futuro desses meios.
Dentre tantas coisas interessantes, Gerd falou o seguinte: há uma tendência para que no futuro as mídias percam o seu suporte físico. Ou seja, para ouvir música você não vai precisar de um cd; para ler um história você não vai precisar de um livro; para ver TV você não vai precisar de um aparelho de TV; e assim por diante. A tendência é que tudo migre para o meio digital e que possamos acessar esses "bancos de informação" quando quisermos - ouvir música, ler livro e ver TV será por streaming.
Isso me faz lembrar uma entrevista de Brian Eno para o Observer - entrevista que foi reproduzida pelo caderno +Mais! da Folha de SP em 07/02/2010. Vou reproduzir um trecho da entrevista em que ele decreta o "fim uma era":
Fim de uma eraFoto: Jair Bertolucci (reproduzida do site tvcultura.com.br/rodaviva)
Creio que os discos foram apenas uma pequena bolha no tempo, e aqueles que conseguiram ganhar a vida com eles tiveram sorte. Não há motivo para que alguém tenha ganho tanto dinheiro com a venda de discos, exceto a coincidência de que aquele período era perfeito para isso. Sempre soube que a coisa acabaria, cedo ou tarde. Não havia como durar. Não me incomoda que isso aconteça, pois a era do disco foi uma anomalia.
Foi mais ou menos como se, nos anos 1840, você tivesse uma fonte de banha de baleia que podia ser usada como combustível. Antes que o gás surgisse, se você comerciasse banha de baleia, poderia ser o cara mais rico do mundo. Mas o gás surgiu, e a banha de baleia passou a encalhar. Lamento, amigo: a história continua. Música gravada é a mesma coisa que banha de baleia. Algo mais terminará por substitui-la um dia.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
DEEPBEEP FAZ ANIVERSÁRIO
Tem set de gente muito bacana - os nossos novos, antigos e respeitadíssimos djs brasileiros. Os gringos também aparecem por lá, sempre que possível. Um set que tem causado bastante comoção é o do Marquinhos MS. Figura lendária da cena noturna da cidade de SP. Recomendo todo mundo a ouvir.
Enfim, parabéns e vida longa ao deepbeep - que tá fazendo a sua parte. Só faltou uma festinha pra comemorar, né? Alguém sabe de alguma coisa?
quinta-feira, 22 de abril de 2010
DJS E PRODUTORES DE DANCE MUSIC

Há tempos atrás eu fiz um especial aqui no Fugas Imaginárias sobre produtores/djs de dance music. O nome era TOP 10 - PRODUTORES DE DANCE MUSIC. Escolhi dez produtores/djs que, naquela época, eram considerados a nata da dance music. Os que ficaram de fora acabaram na menção honrosa - era a época em que eles estavam começando.
A lista incluía:
1. James Murphy;
2. Joakim;
3. Ellen Allien;
4. Lindstrom;
5. Alter Ego;
6. Headman/Manhead;
7. Erol Alkan;
8. Optimo;
9. Tomboy;
10. Tiga.
Menção Honrosa:
I. Ricardo Villalobos;
II. Prins Thomas.
Passado todo esse tempo, continuo achando que eles ainda são o meu Top 10. Acho que tiraria Alter Ego e Tomboy. Eles estão sumidos, não lançam mais nada. O Tiga também está bem quieto. E o Optimo vai acabar, acho que vão se dedicar aos projetos paralelos.
Quem sabe não faça uma versão 2.0 desse especial.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Olha quem está de volta...
Uma boa notícia para aqueles que estavam morrendo de saudades: o Casmurros voltou! Agora o intuito não é ser somente um clube do livro, mas um blog sobre livros. Ainda tá no começo, esquentando as turbinas. Espero que em breve muitas novidades possam aparecer por lá. Enfim, tá no blogger, no twitter e em tudo quanto é lugar.
Quem quiser colaborar, sinta-se à vontade.
sábado, 30 de janeiro de 2010
ESCREVO E SEI QUE NÃO ESCREVO SOZINHO
Hoje, estou começando uma nova fase nesse blog. Aqui vou falar sobre coisas que leio, vejo e penso, tentando sempre manter o foco em três assuntos principais: literatura (modestia a parte, minha especialidade), música e coisas que estão acontecendo na cidade de SP.
Quem se interessa por esses assuntos deve se sentir à vontade para ler, comentar, participar de alguma forma. Meu lema por aqui é sempre esse: ouça música, leia livros, faça festas, acredite mais no que você gosta e por favor ande para frente - "quem fica parado é poste".
FELIZ 2010!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Sumido?
Pessoal, sei que não atualizo esse blog faz tempo. É que ando bastante ocupado com as coisas da vida - só pra variar um pouquinho! Mas prometo que vou fazer o possível para dar uma animada nesse espaço. Por favor, fiquem comigo.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Tópicos
É, eu sei, eu sei, eu sei... estou em falta com a atualização desse blogue. Só que tem tanta coisa rolando que me toma todo o tempo. Daí rola uma certa preguiça de vir até aqui escrever alguma coisa. Tambem acho que tô sem muitas novidades, então melhor nem falar nada. Vão alguns tópicos interessantes:
1. Terminei a leitura de Os Cus de Judas do António Lobo Antunes para os Casmurros - achei o livro fantástico! De fato Lobo Antunes é um dos grandes escritores vivos da nossa língua. Só lendo para sentir a força daquelas palavras.
2. To com uma série de leitura acumuladas - não dá tempo de ler tudo o que a gente quer, né?
3 Sinto falta dos festivais - a gente não teve nenhum no primeiro semestre e acho que provavelmente não teremos nenhum no segundo. Deve ter um show ou outro, mas festival mesmo que é bom... não se tem notícia.
4. Queria muito ter acompanhado aquele série Som&Fúria na TV Globo - mas era muito tarde e nunca chegava em casa a tempo de ver.
5. Acho que estamos fracos de filmes no cinema. Tenho assistido coisas sem sal, nem açúcar. Cadê os filmes legais pra fazer a gente pensar e tal. Será que é a crise que tá afetando o setor? Disseram que lá nos Estados Unidos o cenário de filmes independentes anda quente.
6. Acompanho bastante as novidades no blog do Beck. Acho esse caminho que ele tá adotando bastante interessante e super ligado com essas novas mídias. É pra ficar de olho.
7. Espero pelo novo disco do Arctic Monkeys, mas ouvi o tal Friendly Fires - é bem legal.
Acho que é isso, por enquanto. Prometo que volto logo dessa vez.
terça-feira, 30 de junho de 2009
As reflexões paralelas a FLIP
Amanhã começa a 7ª edição da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. Cada ano que passa o evento tem se tornado mais interessante e atraído atenção de pessoas no mundo todo. Esse ano teremos gente como Alex Ross, Gay Talese, António Lobo Antunes, Chico Buarque, Cristovão Tezza, entre tantos outros. A conferência de abertura com Davi Arrigucci Jr. falando sobre Manuel Bandeira, o homenageado dessa edição, parece imperdível.
Bacana também é saber que a cobertura do evento também está em destaque. Jornais, revistas e agora blogues, youtube e twitters vão engrossar o coro de comentários, impressões e tudo o mais.
Agora, tenho de comentar uma coisa: lendo o blogue de Flávio Moura achei bastante pertinente questões que ele coloca sobre a FLIP. De alguma maneira essas questões fazem eco a algo que tenho falado também por aqui, sobre o mercado editorial, sobre os livros e sobre a literatura no Brasil. Faço questão de reproduzir aqui, um trecho que ele escreveu e que merece ser lido por todo mundo:
"Por que, afinal, tanta gente se abala até Paraty para ouvir escritores e intelectuais? Num país em que a tiragem média de um livro é 3 mil exemplares, o que leva quase 20 mil pessoas a pegar a estrada e assistir a leituras e palestras que em outro contexto poderiam estar vazias? Qual a especificidade de um evento capaz de unificar motivações tão diversas quanto as de escritores, banqueiros e artistas de tevê?"
Por favor, vamos pensar nessas questões e começar a discutir mais seriamente esses assuntos.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ausência
Desculpem a ausência. É que esses dias estou numa correira danada, trabalhando, estudando e pesquisando coisas. Afinal, a gente precisa cuidar do nosso futuro, né? Senão quem é que vai cuidar pela gente?
Mas não sumam. Estou por aqui e pretendo voltar com textos a qualquer momentinho. Hoje estou apenas curtindo uma sexta-feira chuvosa.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Como é que se escreve um blogue?
Ontem, estava lendo uma entrevista de um professor de jornalismo. Ele falava sobre internet, crítica e os fenômenos da comunicação nesse meio. Achei bastante interessante quando ele diz que os blogues já sofrem o problema de todas as outras mídias: a audiência. Ele vai mais além quando diz que os blogueiros, na verdade, sonham em escrever para algum grande portal.
É triste admitir que isso seja uma grande verdade. E qual é o problema de tudo isso? Em busca de audiência, os blogues acabam seguindo as grandes mídias ao invés de criar uma voz de contraponto a tudo isso. Os blogues, em tese, deveriam ser uma voz alternativa (não gosto muito das associações que esse termo carrega, por isso, leiam diferenciada) entre todos os meios de comunicação. É verdade que a internet possibilitou a manifestação de opiniões e ideias de todas as pessoas do mundo. Com o nascimento dos blogues, qualquer um poderia manifestar uma opinião, divulgar suas ideias, etc. Mas, infelizmente esse processo não caminhou para um lado diferente. Cada dia mais os blogues e a internet sofrem uma pasteurização de ideias, um encurtamento da memória e do pensamento. Além disso, os blogues estão ligados aos grandes portais da internet, de uma maneira ou de outra.
As mesmas ideias fazem eco no que os grandes jornalistas veem dizendo. Que a internet não é e nem pode ser um fim em si mesmo. Ou seja, não podemos ter a internet como única fonte de pesquisas. As verdadeiras fontes ainda são reais: livros, jornais, revistas, professores, pessoas, etc. Uma ideia plantada na internet tem a tendência de se proliferar e ser copiada ao infinito. A internet é o tempo dos fatos, ela registra fatos e não gera reflexões. Ela deve servir somente como ponto de apoio e quem sabe de partida, nunca como ponto de chegada.
Por isso, fico pensando, como seria um blogue bom de verdade e qual seria a maneira mais interessante de blogar?
*gosto da maneira portuguesa de dizer "blogue" com "ue" no final.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Fiquem de olho também
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Twitter é uma onda!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Como é que se escreve um ensaio?
Taí uma pergunta que eu gostaria muito de saber responder. Não encontrei nenhuma fórmula nas minhas pesquisas sobre esse tema. Muito pelo contrário, encontrei foi liberdade plena da parte de quem escreve. Os grandes ensaístas dizem que o ensaio é uma forma perigosa justamente pela liberdade que ele nos dá. A tentação de embarcar em todos os assuntos é muito grande.
Talvez, o segredo do ensaio esteja em toda a atividade que acontece antes da escrita propriamente dita. O ensaísta precisa ter uma ideia e pensar muito sobre ela - fazer aqueles esquemas de ideias contra, à favor. Depois disso, pensar mais e mais. Até que as ideias estejam bem maduras e a redação finalmente comece. Depois de pronto, ainda é preciso olhar outras vezes. Dar tempo para que o ensaio cresça mais um pouco e ganhe força.
Em contrapartida a esse modelo, existe o ensaio literário. Ele não tem uma forma propriamente dita de ideias contra ou à favor - a liberdade é ainda maior. O ensaista pode escrever fazendo uso de imagens, metáforas, metonímias, etc. Além disso, a ideia pode aparecer de maneira figura, travestida.
Seja qual for o tipo de ensaio, existe uma verdade absoluta: o ensaio precisa ser claro, simples e conciso. De modo que a pessoa que o leia compreenda tudo o que você está dizendo. Mas me diga: existe tarefa mais complicada do que essa?
domingo, 19 de abril de 2009
Caetaneando - parte 2
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Recado
É o seguinte, estou participando de um clube do livro. Bacana, né? É um clube do livro virtual em que todas as pessoas interessadas podem participar. A gente vai ler um livro por mês e vai postar algumas ideias. Quem quiser pode ler junto com a gente e comentar também. Mais ainda: a gente abriu uma votação em que você pode ajudar a escolher o próximo livro que vamos ler.
Tudo tá só no começo deve acontecer muito mais coisa. Participe com a gente, o link tá aí do lado.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Uma notícia!
Só para deixar registrado que finalmente entreguei a minha monografia. Isso significa que agora terei mais tempo para o blog, para os romances que eu quero ler, para tudo o mais. Notícia boa para começar o mês bombando.
Ah! Apesar de ser 1º de abril isso tudo não é mentira.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Amanhã!
sexta-feira, 6 de março de 2009
De passagem
Nossa, estou para escrever um post sobre blogs um dia desses. O problema é que to sem tempo - a tal monografia que não me deixa em paz. Assim que eu conseguir terminar isso vou me dedicar mais ao blog e postar coisas bacanas. Prometo!
Viram na Folha de sP de hoje um especial sobre os novos bares no Baixo Augusta? Tomara que eles renovem e modifiquem a região. A rua já andava meio saturada, carecendo de novidades mesmo. Ainda bem que elas chegaram.





