quinta-feira, 22 de abril de 2010

DJS E PRODUTORES DE DANCE MUSIC


Há tempos atrás eu fiz um especial aqui no Fugas Imaginárias sobre produtores/djs de dance music. O nome era TOP 10 - PRODUTORES DE DANCE MUSIC. Escolhi dez produtores/djs que, naquela época, eram considerados a nata da dance music. Os que ficaram de fora acabaram na menção honrosa - era a época em que eles estavam começando.

A lista incluía:

1. James Murphy;
2. Joakim;
3. Ellen Allien;
4. Lindstrom;
5. Alter Ego;
6. Headman/Manhead;
7. Erol Alkan;
8. Optimo;
9. Tomboy;
10. Tiga.

Menção Honrosa:

I. Ricardo Villalobos;
II. Prins Thomas.

Passado todo esse tempo, continuo achando que eles ainda são o meu Top 10. Acho que tiraria Alter Ego e Tomboy. Eles estão sumidos, não lançam mais nada. O Tiga também está bem quieto. E o Optimo vai acabar, acho que vão se dedicar aos projetos paralelos.

Quem sabe não faça uma versão 2.0 desse especial.

NOSTALGIA DA MODERNIDADE - DISCOS DE JAZZ

O MP3 acabou com uma das coisas mais legais: a possibilidade de você estar numa loja de discos e topar com a capa genial de um vinil. Daquelas que despertam em você vontade de ter aquilo, não importa o seu conteúdo. E assim a gente ia descobrindo coisas novas, umas boas e outras nem tanto.

De uma outra maneira, os cds continuaram com essa "tradição" de fazer belas capas. Só que o espaço é infinitamente menor e não atrai chama tanto a nossa atenção. Imagino que os cds ainda continuam a fazer capas apesar da pouca valorização. Só que nada do que eu vi até hoje, em matéria de capas de cds, pode ser comparado aos vinis.

Não tenho nenhum tipo de ressentimento quanto ao MP3, muito pelo contrário. Não quero praguejar e muito menos parecer passadista. Mas me parece impossível olhar para aquelas capas antigas e não sentir absolutamente nada. Nenhuma comoção. Nenhuma saudade.


Para esses amantes, a editora TASCHEN lançou um livro bem bonito sobre o tema - Jazz Covers. Não tenho certeza se o livro é novo ou mais antigo. São capas de vinis de Jazz dos anos 40 até o começo dos anos 90 - quanto o vinil já estava em declínio. O mais interessante é que cada capa acompanha informações sobre o nome do disco, diretor de arte, fotógrafo, ilustrador, ano, gravadora e muito mais. Tem entrevistas com pessoas que fizeram parte dessa história. Um trabalho primoroso do autor e editor do livro, respectivamente Joaquim Paulo e Julius Wiedemann. Uma curiosidade: Joaquim é um colecionador de vinil que mora em Portugal, está sempre vindo ao Brasil fazer pesquisas musicais; e Julius é brasileiro.

foto: divulgação

segunda-feira, 19 de abril de 2010

EDIÇÃO DA VOODOOHOP FECHADA NO SÁBADO

O acontecimento deve (ou pelo menos deveria) causar uma discussão em torno da coisas que estão acontecendo na noite de SP. Não estou acompanhando tudo de perto. Vi manifestações no facebook e no twitter.

Notícia na Folha de SP - http://tinyurl.com/y7nctrs

domingo, 18 de abril de 2010

AEROPLANE


Aeroplane - eles iriam se apresentar no D-Edge esse semestre, mas infelizmente cancelaram. Parece que estão rolando negociações para uma outra data. Vamos cruzar os dedos e torcer para que aconteça.

Quem não conhece, precisa ficar de olho. Os cara seguem a esteira da new disco, mas não se limitam a isso. Fizeram um set bastante elogiado no Coachella, sexta-feira. Para conhecer um pouco mais, tem um podcast na revista gringa SGUSTOK MAGAZINE. Daqueles que a gente ouve e tem vontade de sair dançando.

sábado, 17 de abril de 2010

Coaxélla na cabeça!

Que mané Coachella, que nada! Eu quero mais é Coaxélla (do blog do Lúcio Ribeiro).


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Confundindo o mercado


Estou acompanhando na internet o burburinho em torno do novo disco (como chamar?) do LCD Soundsystem - This is Happening. Por enquanto me parece uma chuva de opiniões em torno das respostas "gostei / não gostei". Mas o que pensar? Estou achando que a internet realmente só serve para confundir o mercado.

Por enquanto conclui o seguinte:

O vazamento do disco para o mundo foi imediato. Num instante todo mundo já estava baixando e comentando. Detalhe: o disco nem foi lançado oficialmente ainda. Se você não baixou o disco ainda, você está definitivamente por fora - "perdeu, playboy".

Parece que aquela ideia de dar um furo jornalístico, de ser o primeiro a ter acesso a informação e de ser o único a ter uma crítica está perdendo força. Cada vez mais, todo mundo é o primeiro - pelo menos na indústria musical.

As redes sociais (blog, orkut, facebook, twitter, etc) mostram como a recepção das pessoas é muito mais variado do que a gente pode imaginar. Quem quiser ter algum algum parâmetro baseado nessas opiniões vai ficar maluco. Melhor é você baixar o disco e concluir sozinho.

Tanta "circulação" vai fazer o disco parecer velho dentro de um mês - no máximo!

Bem apocalípcto: pode ser que finalmente a gente esteja chegando bem perto daquele momento em que "a música pop vai comer a si mesma" - como previu Jeremy J. Beadle.

O que o futuro nos reserva: bandas novas? Músicas novas? Cada semana um sucesso diferente? Para chegar onde? Será mesmo que estamos diante de uma revolução no comportamento? Será que a história está acontecendo bem a nossa frente? Respostas que só no futuro a gente vai saber.

Ainda não baixei o disco. Só ouvi o single "Drunk Girls". Eu gostei do que ouvi.

Olha quem está de volta...

Uma boa notícia para aqueles que estavam morrendo de saudades: o Casmurros voltou! Agora o intuito não é ser somente um clube do livro, mas um blog sobre livros. Ainda tá no começo, esquentando as turbinas. Espero que em breve muitas novidades possam aparecer por lá. Enfim, tá no blogger, no twitter e em tudo quanto é lugar.

Quem quiser colaborar, sinta-se à vontade.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estou no twitter

Estou no twitter, se vc quiser me seguir esse é o endereço: http://twitter.com/f_imaginarias

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As pistas de dança de SP


Tava comentando com um amigo outro dia sobre a noite na cidade de SP. Esse é um tema frequente aqui no FUGAS. Gosto de sair e gosto do clima da cidade que tem as noites mais legais do Brasil. Só que ultimamente não estou enxergando muitas coisas bacanas. Não quero parecer saudosista ou velho demais.

O que sinto é que não temos mais grandes investimentos em DJs renomados. Até o ano passado, tinhamos um DJ gringo quase que semanalmente. Fora os nossos DJs que tinham projetos bacanas, investiam pesado em pesquisa musical, etc. Hoje em dia é quase raro ver um dj gringo por aqui e sinto que os DJs estão chegando na fase da "aposentadoria".

Pode reparar, exceto o D-Edge, ninguém mais tem DJs gringos nos projetos. O Vegas, que já trouxe nomes importantes, parece que está meio parado. O Hot Hot inaugurou como uma promessa de salvação, mas até o momento apenas o Trentmoller apareceu. Ok, o clube tá no começo e ainda pode mostrar muitas coisas. Alguém se lembra de algum outro clube?

Na verdade, não sei se o problema é a falta de bons DJs no mundo (com boa técnica, repertório interessante ou trabalhando na criação de bons projetos); se é um problema com os clubes já que crise fez todo mundo se virar para pagar as contas e sobreviver; ou se é um problema com o público que hoje tem outros gostos.

Há uma série de razões que explicam esse momento pelo qual estamos passando. Não tenho como listar todos aqui, senão o post vai ficar enorme. Quem sabe vou postando alguns ao longo da semana. Mas queria iniciar uma discussão sobre o tema. Queria convidar as pessoas a pensarem sobre isso.

É importante ficar claro que não estou lutando por um retorno ao passado. Acho que no passado também tinhamos questões bem parecidas. Quero que todo mundo entenda que hoje vivemos um momento bem democrático em termos de pistas de dança. Tem espaço e público para todo mundo. Só sinto que o nicho de DJs gringos, pesquisa musical e inventividade está ficando de lado. Vamos falando sobre isso.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

FECHOU A CASA BELFIORE


Um dos lugares mais bacanas de SP fechou as portas: a Casa Belfiore. Ficava numa rua escondida na Barra Funda. Tinha hamburguer e cerveja de primeira qualidade. Dava pra ir lá, comer e beber antes de ir pro CB. O lugar era bem bonito e pra encontrar tinha de ficar de olho aberto porque indo naquela rua, você nunca imaginaria que tinha um lugar como aquele. Um pena!

Ouvi dizer que vão reabrir em outro lugar. Alguém sabe alguma coisa?