sábado, 25 de julho de 2009

Soul como só a Soul pode ser

Um branquelo fazendo soul como ninguém? Isso mesmo. É a nova aposta do mundo pop. Gostei bastante e não paro de ouvir um segundo. Espero que ele não seja devorado. Vai o vídeo:

Correção do cinema independente...


Eu falando que o cinema independente ia bem... mas era mentira. A Folha de SP de ontem trouxe um especial falando sobre como a crise econômica mundial afetou em cheio esse setor. Ok, eu etsava iludido. Por isso, perdoem-me. A reportagem diz que o cinema independente perdeu seu apelo em relação ao público - mais ou menos como quando uma coisa saí de moda. Os filmes mais famosos esgotam a bilheteria, rendem muito dinheiro e são preferência dos exibidores.

Sendo assim, nós vamos continuar sofrendo um pouco com a falta de novidade ou de filmes diferentes. Uma pena, né? E quais serão os rumos que o cinema de autor irá tomar?

A cena que vc está vendo é do filme Humpday - que parece bem legal mas que talvez nem seja exibido por aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tópicos

É, eu sei, eu sei, eu sei... estou em falta com a atualização desse blogue. Só que tem tanta coisa rolando que me toma todo o tempo. Daí rola uma certa preguiça de vir até aqui escrever alguma coisa. Tambem acho que tô sem muitas novidades, então melhor nem falar nada. Vão alguns tópicos interessantes:

1. Terminei a leitura de Os Cus de Judas do António Lobo Antunes para os Casmurros - achei o livro fantástico! De fato Lobo Antunes é um dos grandes escritores vivos da nossa língua. Só lendo para sentir a força daquelas palavras.

2. To com uma série de leitura acumuladas - não dá tempo de ler tudo o que a gente quer, né?

3 Sinto falta dos festivais - a gente não teve nenhum no primeiro semestre e acho que provavelmente não teremos nenhum no segundo. Deve ter um show ou outro, mas festival mesmo que é bom... não se tem notícia.

4. Queria muito ter acompanhado aquele série Som&Fúria na TV Globo - mas era muito tarde e nunca chegava em casa a tempo de ver.

5. Acho que estamos fracos de filmes no cinema. Tenho assistido coisas sem sal, nem açúcar. Cadê os filmes legais pra fazer a gente pensar e tal. Será que é a crise que tá afetando o setor? Disseram que lá nos Estados Unidos o cenário de filmes independentes anda quente.

6. Acompanho bastante as novidades no blog do Beck. Acho esse caminho que ele tá adotando bastante interessante e super ligado com essas novas mídias. É pra ficar de olho.

7. Espero pelo novo disco do Arctic Monkeys, mas ouvi o tal Friendly Fires - é bem legal.

Acho que é isso, por enquanto. Prometo que volto logo dessa vez.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CRYING LIGHTINING está no ar!


Já que eu falei de Arctic Monkeys num post abaixo, não poderia deixar de dizer que há uma faixa nova disponível no myspace dos garotos. Dá pra ouvir aqui. Chama-se CRYING LIGHTINING e certamente estará no disco que está prestes a sair do forno. Parece que essa é uma gravação ao vivo, de algum show que eles fizeram e registraram.

Gostei bastante do que ouvi. Como disse, estou em contagem regressiva pra ver o que o cara do Queens of The Stone Age fez com a molecada inglesa.

Capas de Livros

Se você é assim como eu, compra livros pela capa, então veja esse blogue - http://bookcoverarchive.com

Bastante recomendado.

terça-feira, 30 de junho de 2009

As reflexões paralelas a FLIP

Amanhã começa a 7ª edição da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. Cada ano que passa o evento tem se tornado mais interessante e atraído atenção de pessoas no mundo todo. Esse ano teremos gente como Alex Ross, Gay Talese, António Lobo Antunes, Chico Buarque, Cristovão Tezza, entre tantos outros. A conferência de abertura com Davi Arrigucci Jr. falando sobre Manuel Bandeira, o homenageado dessa edição, parece imperdível.

Bacana também é saber que a cobertura do evento também está em destaque. Jornais, revistas e agora blogues, youtube e twitters vão engrossar o coro de comentários, impressões e tudo o mais.

Agora, tenho de comentar uma coisa: lendo o blogue de Flávio Moura achei bastante pertinente questões que ele coloca sobre a FLIP. De alguma maneira essas questões fazem eco a algo que tenho falado também por aqui, sobre o mercado editorial, sobre os livros e sobre a literatura no Brasil. Faço questão de reproduzir aqui, um trecho que ele escreveu e que merece ser lido por todo mundo:


"Por que, afinal, tanta gente se abala até Paraty para ouvir escritores e intelectuais? Num país em que a tiragem média de um livro é 3 mil exemplares, o que leva quase 20 mil pessoas a pegar a estrada e assistir a leituras e palestras que em outro contexto poderiam estar vazias? Qual a especificidade de um evento capaz de unificar motivações tão diversas quanto as de escritores, banqueiros e artistas de tevê?"

Por favor, vamos pensar nessas questões e começar a discutir mais seriamente esses assuntos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Humbug!


Esperando pelo novo disco do Arctic Monkeys!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Animal Collective - Merriweather Post Pavilion


E não é que eu estava ouvindo o disco do Animal Collective - Merriweather Post Pavilion. Todo mundo falava tanto do disco e da banda. A verdade é que esse não é o primeiro disco deles e nem tampouco eles surgiram esse ano. Os três "integrantes" já se reunem desde 2000 e não são necessariamente fixos - as vezes, um deles pode estar fora, participando de outro projeto. Aliás, todos tem projetos paralelos.

Merriweather Post Pavilion é realmente muito intrigante. Não é muito fácil de ouvir. Também não se parece muito com nenhuma outra banda e lembre de longe um pouco do Beach Boys. Também achei em alguns momentos parecido com o Primal Scream na fase "Screamadelica". O primeiro grupo pela composição vocal; o segundo pela coisa ácida. Mas não se engane. Essa associação vem da minha cabeça. Se você ouvir pode não encontrar nada disso.

Vi gente dizendo que esse som que eles fazem é bastante de vanguarda e será ouvido somente daqui a algumas décadas. Não sei se é para tanta. De fato, o som é bastante vanguardista, em se tratando de música pop. O grupo também é bastante original no que faz. Só não sei se no futuro vamos ouvir músicas assim. Muita gente achava a mesma coisa de canções produzidas nos anos 60/70.

A verdade é que a chegada da banda é bem vinda. Digo isso levando em consideração o fato de termos sempre clones de bandas de sucesso. Fora esse negócios de querer se parecer com o U2. O Animal Collective é despretensioso, eis seu maior mérito. Se você não gostar, vale pelo menos ouvir um pouco.

Ah! Eles já fizeram show no Brasil.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Olhando para o passado com o pé no presente...


E não é que o BECK tá aprontando mais uma boa novidade? Depois de lançar o super disco MODERN GUILT, ele agora vai atacar de covers. Diz que o projeto dele se chama RECORD CLUB. Beck chama uma turma de convidados (tão brilhantes quanto ele) para gravar covers de um disco inteiro. Tudo num único dia, sem ensaios e sem preparação - na lei do vamos ver o que vai dar.

O primeiro disco escolhido foi Velvet Underground & Nico. E adivinhem? Tem participação da própria Nico cantando "Sunday Morning". Tá no site dele http://beck.com/ Ah! As faixas serão todas postadas no site, ao longo do projeto.

Achei a iniciativa bem interessante e to super curioso para ver o resultado final. Mais ainda pra saber onde ele vai chegar com isso. Imagina quanto experimento ele não vai ter na mão? E depois, me ocorreu aquela ideia de que cada vez mais a gente tá retornando em busca de repertórios mais antigos. Acho que isso anda acontecendo para buscar algo mais orgânico, artesanal e menos padronizado. E sem pretensão de ganhar dinheiro e virar superstar.

É só um pensamento que me ocorreu. Afinal, vivemos tempos meio conturbados em que nada é definitivo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Romances com Melhor Início

Vi em alguns blogues, o pessoal falando a respeito dos romances com início mais eletrizantes. E sempre que leio essas coisas, penso particularmente no livro No Caminho de Swann de Marcel Proust - livro que faz parte da famosa série Em Busca do Tempo Perdido composta de 7 volumes.

"Durante muito tempo, costumava deitar-me cedo. Às vezes, mal apagava a vela, os meus olhos fechavam-se tão depressa que eu nem tinha tempo de pensar: Adormeço." (Tradução: Mario Quintana)

Acho esse começo muito impressionante. Primeiro porque ele descreve um momento realmente imperceptível para qualquer um de nós. Depois porque esse evento será fundamental para todo o romance. E tenho a impressão que ninguém tinha escrito antes, dessa forma singela, sobre o assunto. Só esse começo já vale todo o livro - que é para ser lido durante a vida toda.




* Reprodução da capa da nova edição que está sendo publicada pela Editora Globo. Edição muito bonita e bem cuidada. Recomendo!